Brasil vence Argentina na Liga: 3 a 1

Mais do que a vitória contra a Argentina, por 3 sets a 1 (23/25, 25/17, 25/23 e 25/20), nesta sexta-feira, pela Liga Mundial, Maurício comemora um início de ano especial com a seleção brasileira. Completará na fase semifinal dessa competição 500 jogos defendendo o Brasil, marca que nem Carlão (382), William (358) e Bernard (341) alcançaram. "Apesar de não termos jogado muito bem, valeu pela vitória no meu 489º jogo da carreira. Comecei bem a temporada com a seleção." Neste sábado, Maurício somará mais um confronto no currículo. O Brasil volta a enfrentar a Argentina, às 10 horas, em Brasília. A TV Globo e a SporTV mostram ao vivo. O levantador titular da conquista do ouro olímpico em Barcelona, em 1992, deve comemorar esse recorde diante da torcida de Belo Horizonte, que será sede das semifinais da Liga Mundial e que ele representa na Superliga - defende o Telemig/Minas. Poderia, no entanto, completar os 500 jogos na Argentina, na última rodada da fase de classificação. Mas, em função do nascimento de sua filha Maria Eduarda, domingo, não vai embarcar para Porto, em Portugal, local das próximas duas partidas - terá pela frente, em ordem, dois jogos em Goiânia contra a Polônia, dois confrontos em João Pessoa com Portugal, mais duas partidas contra os poloneses em Katowice e outras duas, contra a Argentina em Córdoba. O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, vai liberá-lo desta segunda etapa da fase de classificação para que ele fique com Roberta, sua mulher. Ela tem cesariana marcada para domingo, às 11 horas, em maternidade em São Paulo. "Quando vi que teria final da Copa do Mundo, resolvemos adiar o parto para depois do jogo. Além de ser apaixonado por defender a seleção brasileira, torço pelos outros esportes. Sou patriota", afirmou Maurício, que já é pai de João Victor. Na próxima semana a seleção treinará em São Paulo e segundo Bernardinho para também beneficiar os papais que moram na cidade. "A maioria dos jogadores que tem filhos mora em São Paulo eles serão liberados para dormirem em suas casas com a família", contou o treinador, que mora com a mulher Fernanda Venturini e a filha Júlia, de seis meses. "Agora é a minha vez de me sacrificar um pouquinho. Posso fazer isso agora com os atletas porque sei que lá na frente, serão muito cobrados e estarão longe de suas famílias."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.