Brasileiros lideram vôlei de praia

O topo do ranking mundial motiva o jogador de vôlei de praia Ricardo, de 27 anos, 2,00 m e 101 quilos, a continuar pelo mundo ? passa a metade do ano viajando para disputar o Circuito Mundial ? e a driblar as dificuldades que o obrigam a viver em uma cidade diferente do parceiro Loyola e com patrocínios individuais diferentes. Ricardo vive em João Pessoa e Loyola, em Vitória. Ricardo tem apoio da Rainha e Loyola, da Nike. Treinam separados e se encontram para jogar as etapas do Circuito. Mesmo assim, os dois chegaram ao primeiro lugar do ranking, com 1.120 pontos, empatados com a dupla argentina Baracetti-Conde, após a conquista do Grand Slam de Marselha, na França, no fim de semana, com premiação de US$ 30 mil. ?Eu moro em João Pessoa e ele em Vitória e isso dificulta um pouco o entrosamento da dupla, embora, por outro lado, evite o desgaste do dia-a-dia.? O baiano Ricardo, que está em Portugal, contou, nesta quarta-feira, que já mudou duas vezes de cidade por causa do vôlei de praia, mas agora decidiu esperar por um patrocínio para a dupla. Ele tem o apoio individual da Rainha e da Spoleto, mas observa que seria necessário um patrocínio para a dupla para que os dois morassem na mesma cidade. ?Estou em João Pessoa há 4 anos e meio ? fui morar lá quando fiz dupla com o Zé Marco. Mas vivi em Salvador, quando jogava com o Everaldo, e em Vitória com o Ari. O problema de treinar separado é o entrosamento.? Mesmo assim a dupla tem o objetivo de seguir no topo do ranking este ano, se possível vencer o Circuito Mundial (no ano passado os dois conseguiram ir a 12 finais concecutivas, vencendo seis) para tentar uma das duas vagas que o Brasil terá nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. ?No ano que vem o ranking já começa a valer para essa seleção. Como o Brasil tem muitas boas duplas, a nossa seleção é como um torneio paralelo.? Em Brisbaine, na Austrália, no Goodwill Games, em 2001, Ricardo ganhou o apelido de ?block machine?, máquina de bloqueio, de um comentarista de tevê que agora o acompanha no Circuito. ?Eu bloqueio bem e isso ajuda, especialmente porque o vôlei de praia mudou. A dupla que tem algo a mais, como um bom bloqueio, leva vantagem.? Antidoping ? O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ari Graça, confirmou nesta quarta-feira que a entidade fará controle antidoping em mais duas etapas do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia. A CBV fez o primeiro controle em Curitiba e decidiu adotar a medida em função das constantes insinuações sobre doping envolvendo atletas nas próprias competições. ?Reuni os jogadores e avisei que se houver doping de performance é covardia e isso será punido. Não quero comentários e fofocas.?

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