Bruninho celebra o 6.º título na Superliga masculina e pede respeito

O levantador rebateu as críticas e pediu 'mais respeito' à torcida do Cruzeiro, que levou faixas contra ele

SÍLVIO BARSETTI, Agência Estado

14 de abril de 2013 | 13h52

RIO - Um dos líderes do RJX, novo campeão da Superliga masculina de vôlei, Bruninho comemorou o título conquistado neste domingo com um desabafo. O levantador rebateu as críticas e pediu "mais respeito" à torcida do Sada Cruzeiro, que exibiu faixas contestando as qualidades do filho de Bernardinho.

"Eu mereço um pouco mais de respeito pelo o que eu tenho produzido nos últimos anos. São poucas as pessoas que ainda ficam me criticando, mas, por ser filho do Bernardinho, sinto que tenho que dar um pouco mais de mim a cada jogo, a cada temporada. Sempre tem alguém pegando no pé", afirmou o levantador do RJX e da seleção brasileira, comandada justamente por Bernardinho.

Presente nas arquibancadas do Maracanãzinho, o treinador demonstrou tensão durante a partida decisiva. "A energia dele passou para mim. Pude sentir", disse Bruninho ao fim do jogo. Com a conquista deste domingo, o levantador faturou seu sexto título da Superliga, tornando-se o maior vencedor da competição.

Bruninho não foi o único destaque da final. Eleito o dono do melhor saque da Superliga, Lucão brilhou no fundamento, principalmente no segundo set. "Desde o início do trabalho, o técnico deu muita liberdade para sacar forte. Se errasse, não tinha problema. Treinei e pratiquei muito para esta temporada", afirmou.

Apesar do clima de festa, o técnico do RJX, Marcelo Fronckowiak, demonstrava preocupação com a continuidade do projeto patrocinado pelo empresário Eike Batista. No entanto, o diretor da equipe, José Inácio Salles Neto, garantiu a sequência da equipe na Superliga.

Questionado sobre o assunto, Ary Graça, atual presidente da Federação Internacional de Vôlei, minimizou qualquer temor sobre o futuro do RJX. "Nos últimos 20 anos, sempre quando acaba a Superliga, surgem essas mesmas perguntas. Vai mudar? Vai acabar? Sai uma, saem duas [equipes], mas tem uma fila para entrar. A Superliga vai continuar forte, é a mais forte do mundo. Temos campeões mundiais e olímpicos como nenhuma outra liga", afirmou.

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