William Lucas/Inova Foto CBV
William Lucas/Inova Foto CBV

Carol Solberg critica Bolsonaro e lamenta 600 mil mortes por covid no Brasil: 'Me dói muito'

Atleta do vôlei se solidariza com as famílias das vítimas da pandemia e condena o presidente pelo veto ao projeto de distribuição gratuita de absorventes

Redação, Estadão Conteúdo

09 de outubro de 2021 | 20h27

Depois de vencer a dupla Vitória e Andressa por 2 sets a 0 e conseguir a classificação para a final da segunda etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Carol Solberg, parceira de Bárbara Teixeira, voltou a fazer críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na tarde desta sábado.

Em entrevista após a partida, a jogadora lamentou as mais de 600 mil mortes por covid-19 no Brasil, número alcançado nesta sexta-feira, e criticou a decisão do Executivo de vetar o projeto de lei que permitia a distribuição gratuita de absorventes para jovens de baixa renda e mulheres em situação de de rua.

“A gente completou, ontem, 600 mil mortes  pelo covid. Os torneios não podem acontecer sem a gente falar sobre isso. Temos um presidente que ainda está defendendo o tratamento precoce nesta altura do campeonato. Isso é muito sério”, afirmou Carol.  

A atleta estendeu as críticas ao presidente Jair Bolsonaro para além da crise sanitária do coronavírus: “A gente viu, nessa semana, o presidente vetando a distribuição gratuita de absorventes para meninas em situação de vulnerabilidade. Eu tenho orgulho de tantas coisas do Brasil, mas me dói muito ver esse momento”.

Não é a primeira vez, no entanto, que o presidente é alvo de críticas de Carol. Em setembro de 2020, Solberg gritou 'fora Bolsonaro!' depois de uma pártida válida pela primeira etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia realizado há pouco mais de um ano.

Na ocasião, por conta da atitude, Solberg chegou a ser denunciada pelo subprocurador Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Voleibol, Wagner Dantas. A atleta foi punida com uma advertência em primeira instância, mas recorreu. Assim, por 5 votos a 4, o pleno do tribunal optou por rever a decisão anterior e a absolveu.

Em março deste ano, pouco antes do Brasil atingir 300 mil mortes por covi-19, Solberg deu outra declaração alertando sobre a então situação do País: "Tem sido muito duro manter a cabeça boa. A gente vivendo uma pandemia, completando 290 mil mortes. Eu acho que a gente precisa ter consciência disso como atleta. É absurdo o que está acontecendo no Brasil, tristeza, incapacidade de governar", declarou a jogadora na época.

Neste sábado, nas areias das quadras de areia da Urca, onde acontecem a segunda etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, no Rio de Janeiro, Carol voltou a manifestar a importância de atletas, como ela se posicionarem sobre a atual situação do País: "Adoro estar aqui jogando. Mas eu entro dentro de quadra e não estou alheia a tudo o que está acontecendo. Estou aqui como cidadã, como atleta. Então, tem sido um momento muito duro", disse.

Ela finalizou a entrevista desejando solidariedade às famílias que perderam "amores e parceiros" para a covid-19.

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