Cartilha da CBV dita normas no vôlei

Uma cartilha de conduta que determina como deve ser o comportamento de jogadores, técnicos, árbitros, dirigentes, funcionários e colaboradores é a novidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O novo Código de Ética, aprovado na assembléia ordinária anual, com os 27 presidentes das federações nacionais, é amplo. E, na verdade, não altera o que já está definido no arsenal de normas e regulamentos da entidade. Reforça, inclusive, a proibição de críticas à organização do esporte que possam afetar a imagem do vôlei. O Código de Ética tem 47 artigos que devem pautar, segundo a CBV, a conduta das pessoas ligadas ao esporte. O texto do código, que não teve uma divulgação destacada pela entidade, apesar de ter sido aprovado antes do carnaval, é amplo. Inclui desde a necessidade de cumprir o Estatuto da CBV, as regras, normas e regulamentos que disciplinam a prática do vôlei nacional e internacional, até a condenação de atos de violência, racismo, uso de drogas proibidas, corrupção ou envolvimento em negociações de passes e transferências de atletas. "É um código de procedimentos para valorizar o vôlei e o nível de organização", disse o presidente da CBV, Ary Graça, esclarecendo que caberá a uma comissão, formada por nove presidentes de federações, julgar e recomendar sanções a quem infringir o código. "É um código para todo mundo, inclusive para a CBV", afirmou o dirigente. Ary entende que não haverá críticas como as que a entidade recebeu pela aplicação de multas aos clubes por descumprimento do regulamento da Superliga. "Ninguém vai ter a cara de pau de ir contra o código de ética", ressaltou. "Até mesmo as críticas que recebemos pela posição dura com relação às multas valeram, uma vez que os clubes foram corrigindo tudo o que estava errado na organização." Também a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) tem um código de ética que prevê punições para os dirigentes de confederações nacionais críticos com a entidade. O próprio Ary Graça já adotou posições polêmicas no que se refere à FIVB - chegou a retirar a seleção feminina da disputa de um Grand Prix, quando assumiu a CBV, porque teria de pagar para usar a marca do patrocinador na camisa.

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