Alexandre Arruda/Divulgação
Alexandre Arruda/Divulgação

CBV assina aditivo e volta a receber do Banco do Brasil

Banco retoma patrocínio e pede que confederação cumpra recomendações feitas pela Controladoria-Geral da União 

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2015 | 16h56

O contrato de patrocínio do Banco do Brasil para a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) foi restabelecido. Nesta segunda-feira, foram assinados os aditivos de contrato entre as partes, condição para que a estatal voltasse a realizar pagamentos para a entidade.

A CBV já havia se comprometido a acatar recomendações feitas pela Controladoria-Geral da União, no fim do ano passado, e outras medidas solicitadas pelo Banco do Brasil. O patrocínio do BB à CBV, firmado em 1991, tem valor anual de R$ 70 milhões e expira apenas em 2017.

O banco retomará o pagamento das parcelas suspensas desde dezembro, mas condiciona a continuidade do patrocínio à implementação, no prazo de 90 dias, das ações formalizadas no aditivo do contrato. A CGU analisou as contas da CBV de 2010 a 2013, e detectou irregularidades em 13 contratos, que somam R$ 30 milhões. Segundo a CGU, empresas contratadas pertenciam a parentes de dirigentes e ex-funcionários da CBV.

De acordo com o Banco do Brasil, entre as novas cláusulas estão a criação de um Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV, que deverá ter a participação de representantes da comunidade do vôlei, além da reformulação do Conselho Fiscal, a criação de uma ouvidoria, um novo regulamento de contratações. A CBV também se comprometeu a tentar ressarcir os valores pagos de serviços sem comprovação de execução.

"Uma negociação é produtiva quando os dois lados ganham. Com a continuidade ganha o ganha a CBV, ganha o vôlei brasileiro. Esse crédito que o atual presidente recebeu é uma prova da confiança que ele possui dentro da CBV com seus filiados, também externamente com nossos parceiros", afirmou Neuri Barbieri, superintendente geral da CBV.

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