Divulgação/FIVB
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CBV dificulta repatriamento de atletas após promover mudança de regras

Jogadores repatriados passarão a contar pontos para o clube no ranking de atletas

AE, Agência Estado

21 de março de 2014 | 18h17

SÃO PAULO - Um dia depois de anunciar mudanças no ranking de atletas para a próxima edição da Superliga, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) explicou nesta sexta-feira que, na verdade, as alterações no regulamento da competição vão muito mais a fundo. A nova regra deve dificultar a contratação de atletas que atuam fora do País, sejam eles brasileiros ou estrangeiros.

Até esta temporada, os clubes recebiam incentivo para repatriar atletas brasileiros que atuam em outras ligas e para importar jogadores de outras nacionalidades. Afinal, eles não somavam pontos para o clube no ranking de atletas - cada elenco pode somar apenas um limite de pontos.

A partir da próxima Superliga Feminina, as jogadoras que forem repatriadas passarão a contar pontos para seus clubes. A maior prejudicada com a decisão é Fê Garay. Isso porque, na quinta, a CBV havia anunciado que agora cada time da Superliga Feminina só pode ter duas atletas que valem sete pontos. A ponteira, de ranking máximo, não teria espaço no Molico Osasco (que já tem três atletas com pontuação máxima), no Vôlei Amil (duas) e no Sesi (duas), clubes que teriam condições financeiras de repatriá-la.

No masculino a regra é diferente. O atleta repatriado depois de um ano fora perde dois pontos. Depois de dois anos no exterior, perde três. E a cada ano, mais um ponto será reduzido. A lista de homens atuando fora do País é bem maior do que de mulheres. Bruninho (Itália), Dante (Japão), Leandro Vissoto (Coreia) e Rapha (Itália), por exemplo, valem sete pontos. Os três primeiros saíram do Brasil neste ano. Assim, voltariam valendo cinco.

Outra mudança importante diz respeito a contratação de estrangeiros. Se antigamente eles chegavam ao Brasil sem peso para os clubes no total de pontos, agora todos valem cinco pontos. No feminino, a pontuação dura dois anos - depois, a atleta entra no ranking normal. No masculino, a bonificação não tem prazo de validade. Cada clube continua podendo ter apenas dois estrangeiros no elenco.

A CBV ainda criou um mecanismo que não prejudica a atleta que evolui de uma temporada para outra na Superliga Feminina. Sempre que houver acréscimo de pontuação, se a jogadora permanecer na mesma equipe, tem uma bonificação que reduz seu ranking em dois pontos. Se a pontuação for reduzida, vale o menor número.

DECISÃO SUSPENSA

A final da Superliga B masculina, que aconteceria neste sábado, entre Sada/Contagem, de Minas, e São José dos Campos, de São Paulo, foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do vôlei. O presidente do STJD, Aloysio Augusto da Costa, deferiu a liminar requerida pelo Voleisul/Paquetá Esportes (RS) pedindo a suspensão do jogo. Os gaúchos reclamam de escalação irregular de dois jogadores por parte do time mineiro na semifinal, realizada na terça.

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