Divulgação/CBV
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CBV diz ao Banco do Brasil que acatará sugestões da CGU

Entidade dá prazo de 90 dias para melhorar a gestão de recursos; objetivo é reaver patrocínio da estatal, suspenso há uma semana

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 18h51

Um dia antes do prazo final estabelecido pelo Banco do Brasil, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) comunicou a estatal que vai atender as medidas sugeridas pela Controladoria-Geral da União (CGU) para melhorar a gestão dos recursos repassados à entidade no prazo máximo de 90 dias. Após a revelação de irregularidades no uso da verba repassada à CBV, o Banco do Brasil suspendeu o pagamento do patrocínio há uma semana.

Segundo nota oficial da CBV, "o cumprimento integral das ações demonstra que a nova gestão se compromete com uma governança responsável e transparente". A entidade se compromete a reaver os valores de contratos apontados pela CGU como irregulares. O Banco do Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que deve se pronunciar publicamente sobre o assunto na segunda-feira. O banco estatal paga estimados R$ 70 milhões anuais à confederação.

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades de R$ 30 milhões em contratos da CBV. Conforme relatório de auditoria especial, os problemas envolvem pagamentos feitos entre 2010 e 2013. Ao verificar a gestão da entidade e o destino dado aos recursos federais obtidos, os auditores detectaram 13 contratos com irregularidades. Segundo a CGU, empresas contratadas pertenciam a parentes de ex-presidente, funcionários e ex-funcionários da CBV.

 

A CBV também informou ter apoio irrestrito dos técnico das duas seleções principais, Bernardo Rezende e José Roberto Guimarães. E afirmou que espera voltar a receber recursos do banco, para que o planejamento das seleções e a realização do circuito brasileiro de vôlei de praia não sejam prejudicados.

Veja a íntegra da nota divulgada pela Confederação Brasileira de Vôlei:

A CBV comunicou oficialmente ao Banco do Brasil nesta quinta-feira (18.12) que todas as medidas sugeridas pela Controladoria Geral da União serão implementadas na entidade no prazo de 90 dias. O cumprimento integral das ações demonstra que a nova gestão se compromete com uma governança responsável e transparente.

Auditoria externa, regulamento de contratações, vetos de empresas suspeitas, criação de comitê de apoio e, o principal, reaver judicialmente os valores de contratos apontados pela CGU como irregulares.

A CBV, com essas medidas, demonstra que os conceitos administrativos usados em gestões anteriores não condizem com as diretrizes atuais. Assim, a entidade confia que a parceria mais sólida do marketing esportivo nacional continue rendendo os resultados costumeiros. 

De conhecimento de todas as ações desenvolvidas pela entidade, os técnicos José Roberto Guimarães e Bernardo Rezende manifestaram apoio incondicional aos dirigentes que têm a responsabilidade de administrar o atual momento do voleibol brasileiro.

A CBV espera que o Banco do Brasil restabeleça o repasse de recursos do patrocínio para que a realização das etapas do Circuito Open de Vôlei de Praia e o planejamento das seleções brasileiras em todas as suas categorias não sejam prejudicados.

A proximidade da realização dos Jogos Olímpicos pela primeira vez no Brasil evidencia a importância da manutenção do patrocínio do Banco do Brasil..

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