Washington Alves/Inovafoto/CBV
Washington Alves/Inovafoto/CBV

CBV garante que acata decisão dos clubes sobre ranking do vôlei

CEO Ricardo Trade alega que não entidade tem juízo de valor sobre o sistema

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2017 | 17h00

Diante da insatisfação dos atletas, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) alega que não tem juízo de valor sobre o ranking e que se limita a respeitar a decisão tomada pelos clubes nas reuniões. 

"A gente não tem opinião formada sobre o ranking, nós estamos cumprindo regras. O ranking é estabelecido pelos clubes e a CBV acata, como acata outras coisas que são discutidas na plenária democraticamente", afirma Ricardo Trade, CEO da CBV.

O dirigente ressalta que o êxodo de algumas brasileiras foi opcional. "Tem jogadoras que não ficaram no Brasil porque a proposta de fora foi muito maior do que a daqui e elas optaram por ir (para o exterior). Clubes brasileiros que tinham condições de pagar bons salários fizeram boas propostas. Isso é livre mercado", justifica. 

No entanto, ele desconversa quando o assunto é equilíbrio na quadra. No masculino, o Sada Cruzeiro conquistou o tetracampeonato da Superliga em 2016. Já os times femininos de Rio e Osasco são soberanos há mais de uma década. "Não posso dizer que o ranking tenha trazido ou não equilíbrio, posso dizer que desde muito tempo a Superliga tem sido um sucesso. Nós temos bons resultados internacionais, não é possível que nossa competição seja tão ruim assim."

Trade lamenta a falta de diálogo entre as partes, acha "justo" que os atletas se juntem para reivindicar, mas reconhece que a discussão na esfera jurídica tem um viés negativo para a entidade. "Nunca é bom que o vôlei brasileiro seja palco dessas discussões. A gente preferia que isso não ocorresse, mas estamos prontos para nos defender."

 

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