CBV não pretende alterar ranking, e Elisângela deve ficar sem clube na Superliga

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não deverá mesmo mexer no ranking de atletas para a Superliga, o que poderá acabar abreviando a carreira de Elisângela, que disputou o Campeonato Paulista pelo Osasco. "Nós não temos o que fazer, e acho que os clubes não vão aceitar", afirmou o CEO da CBV, Ricardo Trade.

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

27 de outubro de 2015 | 12h57

O ranking da CBV foi divulgado em abril. Ele concede pontuação às jogadoras que disputam a Superliga, e nenhum clube pode somar mais de 43 pontos. Lili, como Elisângela é conhecida pelas companheiras de equipe, possui três pontos no ranking, mas por ter mais de 35 anos (ela tem 37), a pontuação cai para um. Mesmo assim, o Osasco ultrapassaria a soma máxima.

A situação motivou um protesto de companheiras de equipe e também de jogadoras de outros times nas redes sociais no final de semana. A CBV divulgou nota informando que as "as regras de ranking dos atletas para a Superliga seguem critérios estabelecidos pelos clubes". E, nesta terça-feira, Trade reforçou esse entendimento.

"O regulamento da Superliga é uma prerrogativa dos clubes", declarou o dirigente, pouco antes da cerimônia de inauguração da nova sede da entidade, no Riocentro, na zona oeste do Rio. "No caso específico da Elisângela, acima dos 35 anos, os pontos se dividem por dois. Então, se ela for ranqueada por três, o ranking passa a valer um, como ela foi", explicou.

O executivo da CBV afirmou que "se preocupa" com o caso, mas insistiu que está de mãos atadas. "Claro que tenho (preocupação). Nós pensamos nos atletas o tempo inteiro, eles são a nossa vida. Temos que pensar nos atletas como as pessoas que vão fazer o voleibol brasileiro. Mas, para que isso ocorra, existe um processo, existem os clubes. Volto a repetir: é uma decisão soberana. Nós pensamos o tempo inteiro nos atletas, mas também temos que pensar nos clubes, nos patrocinadores e na televisão", destacou.

Trade também questionou se o ranking é, de fato, injusto, como alegam muitos atletas. "Estamos tendo hoje um problema, no ano passado tivemos outro. Se você multiplicar 12 equipes no masculino, mais 12 no feminino (24 equipes) vezes 20 atletas, você tem um universo muito grande, e está tendo problema com um atleta somente de pontuação. Será que está errado? Não sei, é só uma questão de adaptação. Os clubes têm que pensar", considerou.

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