Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV
Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV

CBV promete ajudar cubano Leal a jogar pela seleção brasileira de vôlei

Entidade quer trabalhar junto com o Sada Cruzeiro para conseguir a liberação em seu antigo clube

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2016 | 07h06

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) já se colocou à disposição para ajudar o cubano Leal em sua empreitada para vestir a camisa da seleção masculina no Brasil. Jogador do Sada Cruzeiro, de Minas Gerais, o atleta de 28 anos é naturalizado brasileiro e espera agora uma liberação em seu país para entrar na contagem regressiva para representar o Brasil.

"Em tese, não temos nada com isso, seria ele com o clube dele. Mas há um interesse da CBV, já expressado pelo Bernardinho, que ele é um cara que interessa para o futuro. Já me manifestei ao Flavio (Pereira, diretor esportivo) do Cruzeiro que, caso ele tenha interesse, a gente pode até ir junto à Cuba, como confederação, para acertar", explicou Ricardo Trade, CEO da CBV.

O dirigente conta que o processo evoluiu no Brasil, onde o atleta já tem a cidadania, mas existe um trâmite na Federação Internacional de Voleibol que precisa ser seguida a fim de ele poder jogar pelo Brasil. "Para a Federação Internacional, ele precisa de uma assinatura de Cuba para jogar pelo Brasil. Ele precisa da liberação para, só então, começar a contar o tempo de dois anos", afimou, sobre o prazo estipulado para um atleta jogar por outro país.

Com 2,02 m de altura, Yoandy Leal Hidalgo é um dos destaques do Sada Cruzeiro, que acabou de se sagrar tricampeão mundial de clubes. Ele chegou em Belo Horizonte em 2012 e conquistou diversos títulos. Logo chamou atenção pela grande impulsão e forte poder de ataque. Se as coisas caminharem em Cuba, com a ajuda da CBV, ele poderá atuar pelo Brasil nos Jogos de Tóquio. "Isso dá chance para disputar os Jogos Olímpicos. Essa é a regra", concluiu Trade.

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