CGU promete investigar denúncias envolvendo a CBV

Confederação está sendo acusada de pagamento de comissões por patrocínios

Agência Estado

15 de março de 2014 | 08h37

BRASÍLIA - O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, determinou que a Secretaria Federal de Controle Interno inicie a análise e investigação das denúncias divulgadas pela ESPN Brasil a respeito do pagamento de comissões, por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) a empresas de ex-funcionários da entidade a título de intermediação de contratos de patrocínio do Banco do Brasil, que na verdade foram negociados diretamente.

Os contratos dessas empresas, SG4 Gestão de Negócios e SMP Logística e Serviços Ltda, com a CBV previam o pagamento de R$ 20 milhões. A CGU, que avaliou as denúncias feitas pela emissora e as considerou "consistentes", não informou quais serão os procedimentos adotados para dar sequência à apuração iniciada pela ESPN. Poucas horas após o anúncio da investigação da CGU, a CBV confirmou a saída de Ary Graça do cargo de presidente licenciado da entidade. Os donos da empresas ocuparam cargos de relevância na CBV, sob a liderança de Graça.

A confederação, contudo, afirmou que Graça teria entregado a carta de renúncia em dezembro do ano passado, antes das denúncias. Sua saída só teria sido efetivada agora porque a carta precisava ser referendada pela Assembleia Geral Ordinária, realizada em João Pessoa (PB).

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