Cimed e Montes Claros vão às semifinais da Superliga

Cimed/Malwee e Montes Claros/Funadem entraram em quadra pressionados na noite desta terça-feira. Apesar de jogarem em casa, as equipes eram favoritas e precisavam vencer para confirmar a classificação às semifinais da Superliga masculina de vôlei. E os times não decepcionaram suas torcidas, conquistando a vitória e fechando suas séries melhor de três partidas em 2 a 1.

AE, Agência Estado

13 de abril de 2010 | 23h47

Em Florianópolis, a Cimed, atual bicampeã da Superliga, não deu chances para o Fátima/Medquímica/UCS/SPFC. Diante do time de Caxias do Sul, a equipe catarinense venceu por 3 sets a 0 (27/25, 25/23 e 25/22), em 1h46 de jogo. Agora, vai encarar o Pinheiros/Sky por uma vaga na grande decisão, a ser disputada em jogo único, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Após o triunfo em casa, o técnico Marcos Pacheco destacou a qualidade do adversário. "É uma equipe com um saque forte e uma virada de bola muito consistente. O primeiro set foi impressionante. Conseguimos largar na frente com uma boa vantagem, mas eles engrossaram. Mesmo assim, a Cimed soube reverter a situação e suportar a pressão", comemorou o treinador.

O levantador Bruno seguiu a mesma linha de raciocínio. "Esse ano chegar às semifinais já foi uma luta, uma grande conquista", disse o jogador da seleção brasileira. "Em alguns momentos, o time vacilou. Isso não poderá se repetir nas semifinais", alertou Bruno, também agradecendo aos torcedores. "Não podíamos deixar essa torcida triste. Eles nos apoiaram o tempo inteiro."

No outro confronto ainda em aberto pelas quartas, o Montes Claros encontrou mais dificuldade para eliminar o Brasil Vôlei Clube. A vitória sobre a equipe de São Bernardo do Campo só veio no tie-break. Após 2h10 de jogo, o time anfitrião venceu por 3 sets a 2 (25/21, 18/25, 21/25, 25/23 e 15/12). Nas semifinais, o Montes Claros faz o confronto mineiro contra o Sada Cruzeiro.

O oposto Lorena, maior pontuador da Superliga e um dos destaques do jogo pelo Montes Claros, fez questão de ressaltar o equilíbrio do confronto. "Foi um jogo difícil. Parabéns para o Brasil Vôlei Clube, que jogou muito bem. O sistema de bloqueio e defesa deles é muito forte. Nosso time se superou com a ajuda desse público maravilhoso", afirmou o jogador, se referindo aos mais de oito mil espectadores que lotaram o Ginásio Tancredo Neves.

Pelo lado do Brasil Vôlei, ficou a preocupação pela incerteza sobre o futuro do time, que corre risco de extinção. "São 26 anos de história e, se essa equipe realmente acabar, vai ser uma perda muito grande para o voleibol brasileiro. Uma perda que pode nem ser sentida agora, mas que vai fazer diferença no futuro", alertou o técnico Rubinho.

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