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Com oito duplas, Brasil exibe confiança para o Mundial de Vôlei de Praia

Em 11 edições realizadas, País acumula 31 medalhas, sendo 12 de ouro, 9 de prata e 10 de bronze

Paulo Favero, Estadao Conteudo

27 de junho de 2019 | 18h06

Representado por oito duplas, o Brasil entra confiante no Mundial de Vôlei de Praia para tentar manter a hegemonia das equipes nacionais. O evento começa nesta sexta-feira, em Hamburgo, na Alemanha, com transmissão dos canais SporTV, e terá a presença de 96 times. Levando-se em consideração o masculino e o feminino, o Brasil soma 31 medalhas (12 de ouro, 9 de prata e 10 de bronze) na competição em 11 edições realizadas.

Neste ano, vão representar o País no evento que tem premiação total de US$ 1 milhão (R$ 3,83 milhões): Alison/Álvaro Filho, André Stein/George, Evandro/Bruno Schmidt e Pedro Solberg/Vitor Felipe no masculino, e Ágatha/Duda, Ana Patrícia/Rebecca, Carol Solberg/Maria Elisa e Fernanda Berti/Bárbara Seixas no feminino. As parcerias vão em busca dos 1.000 pontos no ranking olímpico para o campeão.

A pontuação é importante para a classificação para os Jogos de Tóquio-2020. No momento, Evandro/Bruno Schmidt lideram a disputa brasileira no masculino com 3.040 pontos, enquanto no feminino a dianteira está com Ana Patrícia/Rebecca, também com 3.040 pontos. Pelas regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), na Olimpíada cada país poderá ter apenas duas duplas em cada naipe.

"Será minha primeira participação no Mundial e da minha parceira também. Acredito que chegou em um momento muito bacana, que coroou tudo de bom que viemos fazendo nesta temporada. A expectativa é de fazer um bom torneio e continuar aprendendo, absorvendo experiência, que é o que mais tenho feito ao longo das últimas competições. O vôlei de praia brasileiro é muito forte, termos a capacidade de conseguir uma das vagas e estar aqui me deixa muito feliz, e querendo mais", comentou Ana Patricia.

Apesar da liderança nacional entre as mulheres, ela sabe que as adversárias podem se aproximar. Ágatha e Duda, por exemplo, estão com 2.880 pontos e são consideradas uma grande força. Já Maria Elisa e Carol esperam aproveitar a competição para melhorar sua pontuação, que no momento é 2.160. "Já cheguei duas vezes na semifinal e agora espero conseguir chegar ainda mais longe com a Carol. Estamos evoluindo e teremos uma boa oportunidade de crescer ainda mais", explicou Maria Elisa.

Ela já conquistou duas medalhas de bronze em outras edições e tem larga experiência na competição. "O Mundial é um torneio longo e um pouco diferente das etapas do Circuito Mundial. Por termos um dia de descanso, temos mais tempo para recuperar nosso físico, trabalhar nos pontos que não funcionaram e traçar uma boa estratégia tática. Mas é claro que todo os times possuem a mesma vantagem. Então não tem muito mistério. Com exceção dos times africanos, já conhecemos nossas adversárias e precisamos entrar focadas para estabelecer o nosso ritmo de jogo", afirmou.

No masculino, Evandro e Bruno Schmidt já foram campeões mundiais, mas separadamente. O primeiro ganhou em 2017, na última edição. Na anterior, foi Bruno quem subiu ao lugar mais alto do pódio, em 2015. "Ainda estamos atrás de nosso principal objetivo e não estamos satisfeitos. Sabemos que precisamos melhorar, mas já estamos vendo onde nosso time pode ir, pois a evolução tem sido contínua", comentou Bruno.

A dupla tem quase mil pontos de distância sobre Alison/Álvaro Filho e Pedro Solberg/Vitor Felipe, que estão com 2.080. Para carimbar o passaporte do País para Tóquio existem quatro maneiras: ganhar o Mundial, ser finalista do classificatório olímpico (na China), estar entre as 15 melhores duplas do ranking ou vencer uma das edições da Continental Cup (América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Europa).

O experiente Alison acumula duas medalhas de ouro (com Emanuel, em 2011, e com Bruno Schmidt, em 2015) e uma de prata (com Harley, em 2009) no Mundial. Sua parceria com Álvaro Filho é recente, mas ele espera fazer um bom papel na Alemanha.

"Álvaro e eu temos bons resultados em Mundiais, nós gostamos de jogar esses torneios e estamos confiantes de que vamos nos sair bem. O torneio pode definir muita coisa em relação à corrida olímpica. Todas as duplas têm basicamente a mesma pontuação, então se uma terminar muito à frente das outras ela poderá ficar com a classificação bem encaminhada", avisou o Mamute.

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