Com receio de perder contrato milionário, CBV promete transparência

Confederação pode convocar entrevista coletiva para quarta-feira

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2014 | 19h59

SÃO PAULO - O Banco do Brasil, que patrocina a Confederação Brasileira de Vôlei há 23 anos, cansou de esperar por resposta satisfatória da entidade, que se comprometeu a pagar a empresas pertencentes a dirigentes da entidade R$ 20 milhões, a título de intermediação sobre contratos que foram negociados diretamente.

No final de fevereiro, a ESPN Brasil começou a revelar esses contratos. Na quarta-feira da semana passada, a CBV anunciou que iria contratar empresa de auditoria independente. Na sexta-feira, foi anunciada a renúncia de Ary Graça, que era presidente licenciado desde que assumiu a presidência da Federação Internacional, em 2012.

O banco entende que independe das conclusões de uma auditoria uma medida simples como o anúncio de que estão vedadas transferências de recursos a empresas de dirigentes, por exemplo. Extra-oficialmente, o Banco do Brasil dá prazo até sexta-feira para que a CBV esclareça os fatos denunciados e tome providências para corrigi-los. “O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento dos fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas”, diz o texto de nota publicada ontem pelo BB.

O atual contrato, assinado em 2012, tem vigência até 2017, e estabelece o pagamento de R$ 24 milhões anuais à CBV pelo patrocínio.

Pressionada pelo banco, a CBV pode convocar uma entrevista coletiva para amanhã, no Rio.

Ontem à noite, publicou uma nota: “A CBV reafirma que está tomando todas as providências cabíveis para apurar fatos e responsabilidades em relação a denúncias publicadas pela imprensa nas últimas semanas.

A nota cita que a CBV suspendeu preventivamente os pagamentos relacionados aos referidos contratos, que afastou o ex-superintendente Marcos Pina e que deverá anunciar nos próximos dias a empresa de auditoria.

Texto da nota emitida pela CBV na íntegra

CBV reafirma compromisso de investigar contratos

 

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) reafirma que está tomando todas as providências cabíveis para apurar fatos e responsabilidades em relação a denúncias publicadas pela imprensa nas últimas semanas. Além disso, assume o compromisso de manter total transparência em relação ao processo de investigação, informando parceiros, patrocinadores e a sociedade brasileira sobre seus resultados.

Entre as medidas já tomadas pela CBV destacam-se:

1) Suspensão preventiva de todos os pagamentos relacionados aos referidos contratos, sendo que alguns deles já foram rescindidos pela atual gestão da CBV.

2) Afastamento do ex-superintendente-geral da entidade, Marcos Pina.

3) Contratação de empresa de auditoria independente para avaliar contratos de terceirização de serviços, cujo nome deverá ser anunciado nos próximos dias.

 

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