Pavel Lebeda/FIVB
Pavel Lebeda/FIVB

Corrida olímpica no vôlei de praia tem disputa acirrada entre os homens

No masculino Evandro e Bruno Schmidt lideram; já no feminino, destaque para Ágatha/Duda e Ana Patrícia/Rebecca

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 04h35

A corrida olímpica das duplas brasileiras no vôlei de praia está acirrada, principalmente nos conjuntos masculinos. Evandro e Bruno Schmidt estão na dianteira da disputa, com 2.240 pontos, mas três duplas estão emboladas em busca da segunda vaga: André Stein/George (1.840 pontos), Pedro Solberg/Vitor Felipe (1.680) e Alison/Álvaro Filho (1.600).

Já no feminino, o bom momento de Ágatha/Duda e Ana Patrícia/Rebecca fazem com que elas mantenham uma vantagem sobre suas rivais. Os times se enfrentaram na final da última etapa do Circuito Mundial, em Ostrava, na República Checa, com vitória de Ágatha e Duda, que chegaram a 2.240 pontos Após quatro eventos computados na corrida olímpica, Ana Patrícia e Rebecca lideram com 2.560 pontos.

Na terceira posição, mais distante, está a dupla formada por Talita e Taiana, que chegaram aos 1.760 pontos. Depois vem Carol Solberg/Maria Elisa (1.600) e Fernanda Berti/Bárbara Seixas (1.520). Claro que nem tudo está perdido para esses conjuntos, mas as duplas que estão na primeira e segunda posição vêm obtendo melhores resultados.

Com a vitória na final em Ostrava, Ágatha e Duda somaram 800 pontos no ranking. “Tivemos um caminho árduo até chegarmos nessa decisão. Tivemos times fortes da Austrália, dos Estados Unidos e agora um grande time do Brasil pela frente, então demos o nosso máximo para chegar nessa medalha”, explicou Ágatha.

Se no feminino a fase das duplas nacionais está em um alto nível, no masculino a situação não é tão boa assim. Alguns times foram formados recentemente, como o do campeão olímpico Alison com Álvaro Filho, então a falta de conjunto tem atrapalhado um pouco. Na última etapa do Circuito Mundial, a melhor colocação brasileira no masculino foi de Evandro/Bruno Schmidt e Alison/Álvaro Filho, eliminados nas quartas de final.

Nos Jogos de Tóquio, cada país pode levar até duas duplas em cada naipe no vôlei de praia e a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) definiu que contarão os dez melhores resultados no Mundial e em eventos mundiais de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial até fevereiro de 2020.

As duplas nacionais vieram de uma maratona de torneio, com três competições consecutivas, incluindo viagens desgastantes e mudanças de fuso, mas agora terão um período para retomar o fôlego, pois o próximo será em Varsóvia, na Polônia, entre 12 e 16 de junho.

O vôlei de praia é uma modalidade que costuma ajudar bastante o Brasil no quadro de medalhas dos Jogos. Desde que entrou no programa olímpico, rendeu ao País 13 pódios, com três medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze. Para Tóquio-2020, a expectativa é alta.

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