Crise no vôlei preocupa CBV

O time feminino do Vasco, que não recebe salários há quatro meses, pode garantir nesta quarta-feira vaga na semifinal da Superliga de vôlei, se confirmar o favoritismo contra o Petrobrás/Força Olímpica, às 20 horas, em Brasília. A crise financeira do clube é tão grave que já preocupa a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O assunto foi discutido em reunião da comissão de marketing da CBV, que temia pela possibilidade de o Vasco ter de abandonar a competição no meio do caminho.A comissão decidiu que se o Vasco, equipe com melhor campanha na Superliga, tivesse que desistir, seria substituído pelo o nono colocado da fase de classificação, o Petrobrás/Macaé. Mas como o Vasco já disputou o primeiro jogo das quartas-de-final, o regulamento da Superliga prevê no anexo 10, das Medidas Administrativas, que se o time desistisse agora, estaria sujeito a suspensão preventiva - com impedimento de disputar jogos nacionais e internacionais - até julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da CBV.Paula Barreto, responsável pela montagem do time feminino de vôlei, garante que o Vasco seguirá até o final do torneio. Negou que a CBV estaria ajudando nas despesas com as taxas de arbitragem e viagens. "Não temos ajuda da CBV e acho até que eles deveriam fazer alguma coisa por nós", declarou Paula, que espera fechar até sexta-feira um patrocínio para as próximas partidas. "Enquanto isso vamos nos virando."O Vasco, que venceu o primeiro confronto da série melhor de três por 3 a 0, estará desfalcado no jogo desta quarta-feira de Denise e Natasha Leto, ambas contundidas. Flamengo e Blue Life/Pinheiros também estão a uma vitória das semifinais. O Flamengo joga nesta quarta-feira às 18 horas contra o São Caetano, no ABC. E o Pinheiros enfrenta o MRV/Minas, às 20 horas, em São Paulo. Em caso de empate, a terceira e última partida será no sábado.

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