Definir levantadora da seleção é prioridade de Zé Roberto

Com o fim da 'era Fofão', treinador começa a observar novas atletas para ocupar a posição na equipe nacional

Redação,

17 de dezembro de 2008 | 14h24

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o melhor treinador de esportes coletivos em 2008, acredita que após o ouro olímpico conquistado nos Jogos de Pequim o principal desafio do Brasil é encontrar uma nova levantadora, após Fofão confirmar que não joga mais pela equipe."Faremos um investimento grande para o desenvolvimento das próximas levantadoras da seleção. Temos que dar chances a todas as que têm talento, independentemente até mesmo da altura. A Dani Lins, a Ana Tiemi e a Fabíola são excelentes nomes, mas também não podemos esquecer de outros nomes que tem muita técnica, mas são básicas, como a Camilla Adão e a Fernandinha, que está jogando no Campeonato Italiano. O trabalho será intenso, mas é motivador", destacou Zé Roberto, durante evento promovido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em Saquarema (RJ).Para o comandante brasileiro, a seleção feminina não sofrerá uma renovação tão grande quanto a masculina, mas as jovens atletas do País prometem um grande futuro para o voleibol nacional. "Temos um excelente material humano, acredito que até os Jogos Olímpicos de 2016. A seleção infanto-juvenil tem um excelente grupo. Além disso, temos jogadoras na seleção adulta entre 22 e 25 anos e que terão ainda muito tempo pela frente na equipe nacional", assinalou o treinador.Zé Roberto ainda falou sobre as diferenças entre treinar a equipe feminina e a masculina. "Trabalhar com um grupo feminino é complicado. É preciso muito mais diálogo e menos imposição. Vou lembrar o clima do vestiário dos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), antes da final contra a Holanda. O Giovane olhava para baixo, o Carlão para cima. Ninguém dava uma palavra e falava com ninguém. Já em Pequim, antes da decisão contra os Estados Unidos nosso vestiário era um bate-papo só. Eram 12 mulheres falando o tempo todo, se arrumando e com seu amigo de última hora que não pode faltar: o espelho. Mas este é o universo feminino. É preciso entendê-las", contou o técnico.

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