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Dominante, Brasil atropela a Rússia e emplaca quarta vitória na Liga das Nações

Seleção brasileira faz 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/11 e 25/18, nesta terça-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2021 | 19h03

Com mais uma atuação irreparável na Liga das Nações, a seleção brasileira feminina de vôlei despachou a Rússia com autoridade nesta terça-feira. Em Rimini, na Itália, as comandadas de José Roberto Guimarães sobraram diante do forte time russo, especialmente no segundo set, mostraram muito repertório no ataque e venceram por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/11 e 25/18.

Quem esperava um jogo duro foi surpreendido com o que viu. Repetindo o que fizera no jogo anterior diante do Japão, a seleção brasileira se impôs, teve um ótimo desempenho em todos os fundamentos, destaque para o saque e o bloqueio, e controlou a partida inteiramente. O segundo set foi um massacre, definido por 25 a 11, evidenciando o domínio sobre as russas e deixando claro que a equipe, depois de muito tempo parada, está ganhando corpo antes dos Jogos Olímpicos.

O time de José Roberto Guimarães foi dominante nos ataques (42 a 27), nos bloqueios (sete a cinco) e nos saques, com nove aces contra apenas um da Rússia. Seis deles foram anotados por Carol, a grande protagonista da partida. No total, a central marcou 15 pontos.

Tandara foi outro destaque do jogo, no bloqueio e no ataque. A ponteira virou 14 bolas e teve 46% de aproveitamento no ataque. Fernanda Garay deixou a quadra com 12 pontos. Quem mais chamou a atenção pelo lado da seleção europeia foi a jovem oposta Fedorovtseva, de 17 anos, autora de sete pontos. Principal atleta da Rússia, a ponteira Goncharova não atuou pois foi preservada.

A levantadora Macris se entendeu bem com as ponteiras e conseguiu distribuir o jogo com maestria. Além disso, o contra-ataque também funcionou muito bem. Macris, Tandara, Carol, Gattaz, Fê Garay, Gabi e a líbero Camila Brait foram as titulares, integrando a mesma formação que começou o duelo diante das japonesas. Sheilla, Lorenne e Dani Lins entraram no decorrer do confronto.

“Foi um jogo muito consistente da nossa equipe. Conseguimos essa constância em todo o jogo o tocamos muito no bloqueio, o que fez a nossa defesa jogar. Defendemos muito e acredito que essa foi a diferença do jogo”, afirmou Tandara. “A Rússia é uma equipe de tradição e nos preparamos para um jogo difícil. Estamos evoluindo e a nossa comunicação está melhor a cada jogo. O entrosamento também está cada vez melhor. Seguimos buscando consistência e evolução."

O Brasil, que perdeu apenas uma vez no torneio, para os Estados Unidos, subiu do sexto para o terceiro lugar na classificação, com 12 pontos, ficando atrás dos invictos Estados Unidos (15 pontos) e Turquia (13). 

Em cinco jogos, são quatro vitórias e apenas a derrota para as americanas. A Rússia sofreu seu segundo revés na Liga das Nações, competição preparatória aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O Brasil volta a jogar nesta quarta-feira, às 16 horas (de Brasília), diante da anfitriã Itália, que disputa o torneio com um time alternativo, já que as titulares treinam para a Olimpíada de Tóquio. Será o último compromisso das brasileiras nesta segunda semana do campeonato. Na quinta-feira, a seleção masculina inicia a segunda etapa do torneio contra a França, às 10h.

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