Divulgação/Twitter
Divulgação/Twitter

Douglas Souza detalha caso de homofobia em viagem para Itália: 'Foi muito constrangedor'

Ponteiro da seleção brasileira fazia escala em Amsterdã com o namorado quando foi parado por agentes do aeroporto, que os seguraram no local por 15 horas

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2021 | 19h00

Douglas Souza, jogador da seleção brasileira de vôlei, deu detalhes sobre o caso de homofobia que viveu ao lado de seu namorado, Gabriel. Por meio de vídeos publicados em seu Instagram, o novo reforço do Vibo Valentia, da Itália, explicou como a viagem que deveria durar três horas durou 15. 

"No controle de passaporte, perguntaram o que eu faria na Itália, eu disse que seria jogador de vôlei e o Gabriel era meu namorado. Logo, a fisionomia dele mudou na hora e o tratamento também. Ele perguntou o que ele faria lá, eu mostrei o documento de união estável, eu disse que ele iria me acompanhar e trabalhar", relatou Douglas. 

Após mais de cinco horas, o jogador foi chamado pelos agentes do aeroporto em Amsterdã para uma entrevista em uma 'salinha'. Perguntado mais uma vez sobre o que iria fazer na Itália, Douglas percebeu que seu namorado não seria liberado facilmente. "Aí bateram na tecla do Gabriel, e eu falava que era meu namorado, e eles não entendiam esse termo e não queriam deixá-lo passar de jeito nenhum."

A situação só foi resolvida quando seu empresário e o Vibo Valentia intervieram e conseguiram a autorização de entrada dos dois na Holanda. "Aconteceu, passou, meu clube não tem nada a ver. Eles ajudaram, meu empresário também. Eu espero que ninguém passe por isso, sei que infelizmente vai passar e a gente tem que passar por isso", lamentou. "Acabou que passei 15 horas no aeroporto, e era para ter sido umas três, no máximo. Não achei normal. Eu sei o que eu vivi. Foi muito constrangedor."

Antes de contar todo o caso, Douglas usou as redes sociais nesta terça para expressar seu descontentamento com o tratamento recebido em solo europeu. "Hoje é um dos piores da minha vida. Foi horrível. Está sendo horrível. Eu só não vou contar realmente o que aconteceu hoje porque eu tenho medo deles tirarem a minha passagem e me deportarem", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.