Alexandre Arruda/CBV
Alexandre Arruda/CBV

É vida ou morte para o Sesi neste sábado

Time paulista tenta forçar o terceiro jogo depois de perder a primeira partida da semifinal para o Sada/Cruzeiro, em Contagem

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

29 de março de 2013 | 19h05

SÃO PAULO - A vitória por 3 a 0 do Sada/Cruzeiro sobre o Sesi, no primeiro jogo do mata-mata semifinal, no último sábado, não deixou a equipe mineira acomodada. O técnico Marcelo Mendez esticou por mais meia hora o treino deste sábado, na quadra do Sesi, no ginásio da Vila Leopoldina. Já Giovane aliviou a carga do time paulista, que participou de um animado “manchetão”, como são chamados os rachões do vôlei.

“O Marcelo tem uma visão muito clara do que tem que fazer para nos comandar. Ele sabe o momento certo para apertar”, diz o central Douglas.

Com nomes menos badalados do que os do Sesi, que reúne Escadinha, Murilo (eleito o melhor jogadora da Olimpíada) e Sidão, o Cruzeiro é formado por uma base consistente, com jogadores experimentados em Superliga e nem sempre com passagens marcantes pela seleção brasileira. É o caso do central Douglas Cordeiro, que já disputou a competição por 15 vezes, chegou aos playoffs em 13 e tem cinco títulos.

Filho de um ex-administrador do arquipélago de Fernando de Noronha, Douglas trocou o surfe pelo vôlei, empurrado pelo boom proporcionado pela medalha de ouro olímpica de 92. Hoje, a partir das 10h, vai enfrentar o time dirigido por um de seus antigos ídolos, Giovane Gávio. Nas próximas férias, ele pretende reencontrar o pai, hoje dono de uma pousada em Noronha, com outra medalha de ouro da Superliga na bagagem. Contudo, o meio de rede sabe que derrotar o Sesi novamente não será tarefa das mais fáceis. O time paulista venceu as duas partidas da fase classificatória contra o Cruzeiro. “Cada jogo é uma história. Mas eu confio muito na nossa equipe, que mostra a força, o volume e o entrosamento na hora decisiva, no momento em que precisa.”

Lorena, o passional oposto do Sesi, quer ver seu time jogando com mais agressividade, para não ser engolido novamente pelo adversário. “Temos que mostrar atitude. Se alguém errar, tem que continuar com os olhos arregalados, de quem pede outra bola ao levantador para poder derrubar. O nível técnico das duas equipes é muito parecido. Vai vencer quem tiver mais vontade de chegar.”

O Sesi poderá contar novamente com Sidão, que lesionou as costas ainda durante a fase classificatória, e agora vai para o chamado “sacrifício”.

“Agora é vida ou morte. Ninguém pode se poupar para outro jogo, porque podemos não ter outro jogo. Vai ser visível que o Sidão não estará em sua melhor condição, mas com certeza ele dará mais segurança ao nosso levantador”, diz Murilo.

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