Gaspár Nóbrega/Inovafoto/CBV
Gaspár Nóbrega/Inovafoto/CBV

Em quadra, experiência e nova posição para levar o Sesi-SP ao título

Atleta, que estava mais acostumado a decidir as partidas quando jogava como ponteiro, se diz feliz por jogar em nova função

Entrevista com

Murilo

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2018 | 17h01

O Sesi-SP terá uma missão bem complicada neste domingo, às 9h10, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, contra o Sada Cruzeiro, que venceu o primeiro jogo e é o favorito a conquistar o título da Superliga masculina de vôlei. O time paulista precisa vencer a partida, para levar o duelo para o Super Set. Neste caso, quem vencer será campeão. O experiente Murilo, o Sesi-SP, quer ajudar sua equipe a levantar o troféu.

Você superou suspensão e lesão para estar na final da Superliga de vôlei. Qual a sensação?

Estou feliz. Fico feliz de disputar uma final, numa posição diferente. Lógico que tem pouco tempo da minha estreia na posição, que foi em dezembro, que estou jogando como líbero efetivamente. Gostaria de ter tido mais tempo, mas a minha evolução foi muito boa e estou satisfeito.

Como foi essa mudança, deixando de ser ponteiro para ser líbero?

Tive a oportunidade de trocar de posição, a de ponteiro estava ficando muito pesada para mim, em função principalmente das lesões, não sabia como seria o desafio de virar líbero, mas vejo que foi uma escolha muito acertada. Agradeço à diretoria, ao Rubinho, a todos que me deram essa oportunidade e hoje prospecto mais alguns anos de voleibol que era o que eu não vinha mais pensando. Já vinha pensando mais em aposentadoria do que em qualquer outra coisa.

Você sempre foi acostumado a atacar e a definir partidas. Como se vê na nova função?

Eu sempre dei muito valor à posição de líbero porque joguei com o Serginho durante muitos anos e via nele um líder dentro de quadra. Era um cara que dava uma segurança muito grande para a equipe. A dificuldade que eu percebi logo era essa. Como poderia ajudar o time sendo líbero, pois não tinha mais o poder de definição. Isso mexe um pouco comigo, então tem de tentar compensar de outra forma e venho trabalhando em cima disso.

Você tem recebido muitos elogios como líbero. Esperava render tão rápido?

Sinceramente, não pensava muito nisso. Sabia que tinha de evoluir para acompanhar o time. Não dá para ter um jogador ali que não ajuda. Acho que a evolução veio no decorrer da Superliga. Acho que tenho condições de melhorar, no posicionamento, nas reações. O líbero tem de evitar que o outro time pontue. O ataque está cada vez mais forte, a bola chega a mais de 100 km/h, então não tem muito tempo de reação. Precisa estar na linha certa e fazer a bola subir.

Fisicamente você mudou?

Sim. Eu emagreci um pouco porque não precisava mais ter uma massa muscular muito grande. Preciso ter mais agilidade e reação, então não tinha porque ficar malhando igual aos outros jogadores.

Coincidentemente, a Jaque foi convocada para a seleção para atuar como líbero. Vai dar dicas para ela em casa?

Acho que é uma oportunidade para ele estar de volta à seleção. Ela está muito feliz e aceitou o desafio, ainda mais porque não é uma competição menor, é direto na seleção. É muito mais responsabilidade. Ela tem essa característica, que eu também tinha quando era ponteiro, de dar uma sustentação no passe, dar volume na defesa. Jogávamos muito dividindo a responsabilidade com o líbero e ela vai conseguir se adaptar rapidamente. Ela vai ficar com mais vontade de atacar do que eu porque ela ainda está bem fisicamente.

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