Érika comanda a reação do Rexona

O Rexona conseguiu adiar a decisão do playoff semifinal da Superliga Feminina de Vôlei ao derrotar o Vasco por 3 a 1, anteontem, no Rio. Agora, a equipe paranaense, que está em desvantagem na série melhor-de-cinco jogos por 2 a 1, recebe o time carioca, no sábado, em Curitiba. Um dos maiores destaques do Rexona tem sido a atacante mineira Érika, que completou 21 anos na sexta-feira. Titular da seleção brasileira na conquista da medalha de bronze na Olimpíada de Sydney, a jogadora demonstra ter alcançado a maioridade também dentro da quadra. Com apenas 17 anos, Érika deixou os pais em Belo Horizonte, onde começou a carreira no Mackenzie, para viver em Curitiba o desafio de se firmar como jogadora de vôlei. Rapidamente se tornou a xodó da torcida da capital paranaense, onde se sente muito a vontade. A atacante de 1,80 metro e 64 quilos diz encarar com naturalidade o seu amadurecimento como atleta e mulher. "Quase sempre fui a jogadora mais nova nas equipes em que joguei e até em casa sou a caçula", lembra. "Por isso, talvez, não me acostumo com a idéia de ficar mais velha." Mesmo sendo ainda muito jovem, Érika luta na Superliga pela tricampeonato brasileiro e, por ser a única a estar no Rexona nos quatro anos de existência do clube, disputa a competição com a responsabilidade de ser a capitã. "Sempre fui líder dos meus times nas categorias de base, mas é diferente ser capitã num time de adultas", comenta. "No início estranhei ao chamar a atenção de atletas mais velhas e ao conversar com os árbitros, mas já me adaptei e está sendo superlegal." Érika, que tem uma relação de filha com o técnico Bernardinho, espera ajudar o time novamente no sábado, quando o Rexona tem de vencer para forçar a quinta e decisiva partida. "Vamos novamente para o tudo ou nada."

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