Escadinha ganha apoio de Bernardinho

O técnico Bernardinho reviu sua posição e acha que não haveria mal algum em o líbero Sérgio Santos assumir o apelido Escadinha nas costas da camisa, de número 10, da seleção brasileira de vôlei. Escadinha que sempre usou o apelido na camisa do Banespa, por uma imposição da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e do Banco do Brasil virou Sérgio na seleção. Até mesmo a TV Globo optou por Sérgio, embora o jogador tivesse pedido ao comentarista José Montanaro para ser chamado de Escadinha.Nesta segunda-feira, em cerimônia de homenagem da CBV a jogadores do passado e à recente conquista do título da Liga Mundial, o treinador disse que não pretende "criar celeuma" e que, no momento certo, vai expor, com calma, a sua opinião aos patrocinadores. Bernardinho mudou de opinião vendo uma reportagem sobre a infância pobre de Escadinha, em Pirituba, São Paulo. "O problema é que esse era o apelido de um criminoso, mas vendo a matéria percebi que esse é o Escadinha que deu certo, que escolheu o caminho do bem e não do mal. Acho essa uma referência extremamente positiva."Escadinha treina com a seleção brasileira, em São Caetano do Sul, onde o time disputa o Torneio Classificatório ao Mundial de 2002, de apenas dois jogos, na sexta-feira, às 17 horas, com o Chile, e no sábado, às 9h30, com a Venezuela. Como buscar motivação contra adversários teoricamente fracos? O levantador Maurício afirma que a motivação é justamente a vaga para o Mundial, que será na Argentina, de 28 de setembro a 13 de outubro de 2002. Disse que a Venezuela é um time que vem crescendo - venceu partidas da Liga Mundial, contra a Grécia, por exemplo. "É uma partida seca, uma só, para estar ou não no Mundial", acrescentou o técnico Bernardinho, observando que o ginásio cheio é a motivação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.