Júlio Marques
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Estrela do Azerbaijão vai jogar a Superliga pelo Sesi Vôlei Bauru

Polina Rahimova atua no Brasil pela primeira vez e pretende aproveitar o tempo livre para conhecer melhor as belezas naturais do País

Daniele Bellini e Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2019 | 04h33

A Superliga de vôlei contará 18 atletas estrangeiros de países como Argentina, Cuba, Colômbia, Itália, Venezuela, Estados Unidos e Marrocos, entre outros. E uma das novidades nesta edição é a presença da oposta Polina Rahimova, do Azerbaijão, que vai vestir a camisa do Sesi Vôlei Bauru. A jogadora está feliz da vida em realizar o sonho de atuar no Brasil pela primeira vez.

“Muitos fãs pediram e eu vim. Tive a oportunidade há dois anos, mas decidi ir para a Turquia e joguei lá. Desta vez eu aceitei a oportunidade, vim para o Brasil e estou gostando”, conta a atleta de 1,98m de altura ao Estadão. “Quero mostrar meu melhor jogo e fazer as pessoas felizes. Espero que gostem das partidas e pretendo ajudar nosso time a ficar mais forte.”

Aos 29 anos, Polina é considerada uma das melhores atacantes do mundo. Tanto que sempre é cobiçada por muitas equipes e já atuou em países como Coreia do Sul, Japão, Itália e Turquia, onde defendeu o THY na última temporada. Antes, entre 2005 e 2014, ela vestiu as camisas de times do próprio Azerbaijão.

Experiente, ela já está nessa rotina de morar em outros países há muitos anos. Nascida em Fergana, no Usbequistão, Polina se naturalizou azeri em 2006. Não demorou para se tornar um ícone do voleibol do país e agora pretende ajudar sua seleção a ir para os Jogos Olímpicos de Tóquio. “Não estamos classificadas, mas em janeiro teremos mais uma chance”, diz.

O Azerbaijão disputará entre 7 e 12 de janeiro uma vaga continental na Europa contra Holanda (anfitriã), Turquia, Bulgária, Alemanha, Polônia, Bélgica e Croácia. Polina sabe das dificuldades e entende que sua seleção seria zebra nessa disputa. “Talvez um dia meu sonho se realize. Mas se não garantirmos vaga em Tóquio, eu estarei lá mesmo assim para assistir à Cerimônia de Abertura e de Encerramento, porque eu quero muito estar lá.”

Além de tentar brilhar nas quadras, Polina sempre que pode aproveita para conhecer seu novo país e ter contato com a cultura local. Em seu perfil no Instagram costuma dividir com os seguidores suas viagens e seu dia a dia. “Eu sempre tento viajar. Fui recentemente para a praia de Camburi e gostei. Já fui para Holambra, Brotas, vi lindos lugares. Sempre que tiver a oportunidade vou fazer turismo para conhecer mais a cultura e o Brasil”, explica a jogadora, que ganhou um novo bronzeado em sua folga no litoral paulista.

“Gosto das pessoas no Brasil, elas são muito amigáveis. O clima é muito bom, a comida também. Eu acho que tudo é bom aqui. E gosto da atenção que dão para o voleibol, com muitos fãs e pessoas torcendo. É muito importante que as pessoas gostem de ver os jogos. Isso faz meu trabalho especial, me faz treinar ainda mais para deixar as pessoas mais felizes”, continua a atleta.

Polina já havia trabalhado com o técnico brasileiro Angelo Vercesi no Azeryol e ele tem ajudado a atleta à distância com conselhos. Também conta com um amigo que mora no País e tem o apoio de algumas de suas companheiras que falam inglês – a oposta ainda não aprendeu o português. “Eu vim sozinha, como sempre. Costumo viajar assim. Espero que muitos amigos venham me visitar e espero fazer novos amigos por aqui.”

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