Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Experiente, Alison vislumbra boa campanha em Tóquio ao lado de Álvaro

Campeão olímpico cita favoritismo das duplas da Noruega e Rússia, mas lembra que torneio é diferente de outros

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2019 | 15h09

Com a vaga para os Jogos Olímpicos confirmada, Alison Cerutti já pensa na caminhada em busca de sua terceira medalha. Ele foi prata em Londres-2012, ouro no Rio-2016 e agora vai tentar em Tóquio, ao lado de Álvaro Filho, seu terceiro pódio consecutivo. "A expectativa é a melhor possível. Estou prestes a completar 34 anos, já tenho duas finais olímpicas no currículo e chego como uma referência no meu esporte", disse, em entrevista ao Estadão.

Após ser campeão nos Jogos do Rio, Alison terminou a parceira vitoriosa com Bruno Schmidt e começou uma com André, que tinha sido campeão mundial. Mas a falta de resultados fez com que a dupla não durasse muito e ele acabou acertando com Álvaro na reta final da corrida olímpica. "Como ele não estava bem ranqueado, a dupla foi posicionada na 46ª colocação. Foi um ciclo totalmente atípico, mas conseguimos a vaga", afirmou.

A caminhada foi tensa e contra o tempo. Alison precisava pontuar com a nova dupla, mas tendo de passar por fases preliminares antes das grandes competições. Além do desgaste físico por ter de jogar mais, uma eliminação deixaria a dupla estacionada longe das primeiras posições do ranking. Mas aos poucos Alison e Álvaro foram crescendo e terminaram a classificação olímpica em terceiro lugar.

Na frente, quem dominou a temporada foi a dupla Mol e Sorum, da Noruega. Na segunda posição ficaram os russos Krasilnikov e Stoyanovskiy. Os brasileiros vêm logo a seguir, na terceira colocação. "Na Olimpíada são 24 times para três medalhas. Gosto de jogar esse campeonato, é viciante, é como uma Copa do Mundo para a gente. Acredito que temos condições de representar bem nosso país", comentou.

Para Alison, os noruegueses são a dupla a ser batida em Tóquio. "Eles são favoritos, assim como os russos, mas podemos superá-los. A Olimpíada é um torneio totalmente diferente. Eu cheguei em Londres mais favorito do que eles, porque eu já era campeão mundial e eles não ganharam e também não jogavam com um multicampeão como o Emanuel."

Em 15 de dezembro, Alison e Álvaro vão entrar de férias e vão voltar dia 5 de janeiro. Até a Olimpíada, em julho, pretendem disputar nove etapas, contando partidas pelo Circuito Brasileiro e Mundial de vôlei de praia."Voltamos ao treino no início do ano e aí a gente só para quando a última bola cair nos Jogos Olímpicos, se Deus quiser para nos dar a medalha de ouro em Tóquio", avisou Alison.

 

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