Fabi homenageia jogadoras cortadas da seleção de vôlei

Líbero do Brasil 'divide' a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Pequim com Carol Gattaz e Joycinha

Bruno Lousada, Agência Estado

29 de agosto de 2008 | 21h28

A líbero Fabi 'dividiu' nesta sexta-feira com Carol Gattaz e Joycinha, cortadas do grupo às vésperas do embarque para a China, a maior conquista da história do vôlei feminino do Brasil: a inédita medalha de ouro obtida nos Jogos Olímpicos de Pequim.Fabi prestou tal homenagem durante visita às companheiras do Rexona-Ades, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca (zona sul do Rio)."Essa medalha também é de vocês", disse Fabi para a meio-de-rede Carol Gattaz e a oposto Joycinha, que se emocionaram com o nobre gesto. "Se pudesse, dividiria a medalha com elas, que fizeram parte de toda a nossa história", completou a líbero, de folga da seleção, cujo próximo compromisso é o Super Four, em Fortaleza, de 3 a 7 de setembro - um quadrangular com Cuba, República Dominicana e Argentina.Como se estivesse na cerimônia de premiação em Pequim, Fabi pendurou a medalha no pescoço da Carol e depois no da Joycinha. "É uma recompensa por todo nosso esforço", destacou Joycinha, convicta de que construiu bastante para o sucesso do vôlei feminino do Brasil.Passada uma semana da conquista inédita da equipe comandada por José Roberto Guimarães, Carol Gattaz não se esquece de um momento no qual considera especial. As atletas da seleção exibiram um cartaz com a inscrição "Carol e Joyce, vocês são ouro" quando subiram no pódio em Pequim. Ela ficou lisonjeada com a homenagem. "Chorei bastante", admitiu.Fabi viveu nesta sexta um dia de estrela. Cercada pelas jogadoras da equipe num canto da quadra da Escola de Educação Física do Exército, ela contou histórias da Vila Olímpica, onde teve contato com personalidades do esporte, como o astro da NBA Kobe Bryant e o espanhol Rafael Nadal (número um do ranking mundial do tênis). E ainda recebeu um buquê de flores das companheiras de clube."Agora é manter os pés no chão, com humildade. O Brasil passou a ser o time a ser batido", ressaltou Fabi.

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