Fase irregular das seleções de vôlei não preocupa CBV

O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, vê com tranquilidade o momento da seleção brasileira, tanto no masculino quanto no feminino. As mulheres fazem campanha de altos e baixos no Grand Prix, assim como aconteceu com os homens na Liga Mundial, causando preocupação do torcedor antes da disputa da Olimpíada de Londres. Mas isso não abala o dirigente.

LEONARDO MAIA, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 19h50

"Durante o ciclo olímpico, não somos apenas nós que estamos tentando melhorar. Todo mundo melhorou muito", comentou Ary Graça, que avalia que o domínio brasileiro no vôlei mundial, tanto no masculino quanto no feminino, foi absorvido pelos demais países. "Eles aprenderam com a gente. Com a exceção da Rússia, que é bola para o alto o tempo todo, os outros jogam como a gente. Cabe a nós nos readaptarmos", avaliou o dirigente, que também já foi jogador de vôlei.

O presidente da CBV refuta a ideia de que o Brasil passa por uma entressafra de talentos. "O que não falta é renovação, não falta gente boa", explicou. Para Ary Graça, o trabalho da última década e meia segue no caminho certo e a missão maior está nas mãos dos técnicos Bernardinho (no masculino) e José Roberto Guimarães (no feminino).

"Cabe a nós encontrar uma saída. Eles (os técnicos) já estão criando situações táticas para fugir do que eles mesmos estabeleceram no mundo todo", disse Ary Graça, que aposta em boas campanhas das equipes feminina e masculina em Londres, mesmo com as dificuldades e deficiências expostas durante a atual temporada.

"Ainda temos tempo de corrigir uma questão aqui e outra ali. Além do mais, a camisa do Brasil ganha jogo", decretou Ary Graça, admitindo que a cobrança é grande. "Ganhamos tudo há 12 anos. O nível de exigência é altíssimo. Ninguém aceita outro resultado que não a vitória."

Tudo o que sabemos sobre:
vôleiCBV

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.