Federação anuncia que radiação pode tirar Copa do Mundo de Vôlei do Japão

Presidente da FIVB disse que precisaria garantir qualidade do ar para não contaminar atletas

AE-AP, Agência Estado

12 de abril de 2011 | 12h49

GENEBRA - A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) informou nesta terça-feira que o Japão pode deixar de sediar a Copa do Mundo deste ano, por conta dos problemas com radiação nuclear, devido aos terremotos e ao tsunami que atingiram o país no mês passado.

O presidente da entidade, Wei Jizhong, afirmou que o "problema-chave do local é a radiação nuclear" e disse que precisa assegurar a qualidade do ar para que os atletas não se contaminem.

O Japão sediaria os torneios feminino, em novembro, e masculino, entre o final de novembro e o início de dezembro, da Copa do Mundo, que dão três vagas cada um para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

De acordo com Wei Jizhong, se o veto ao país asiático for confirmado, "precisamos preparar duas alternativas e elas precisarão de pelo menos cinco meses para se prepararem".

"Precisamos ajudar o Japão, porque eles estão em uma situação difícil e respeitaremos a decisão deles. Não queremos nos impor", afirmou o dirigente chinês. O Japão sediou todas as edições da competição desde que ela passou a dar vaga para a Olimpíada, em 1991.

A federação japonesa, ainda nesta terça-feira, informou que abrirá mão de jogar partidas em casa na Liga Mundial, que começará no início do próximo mês, também por conta da crise nuclear.

Com isso, a seleção nacional masculina de vôlei jogará apenas fora de casa contra os adversários de seu grupo: Alemanha, contra quem jogaria em Koshogaya, Rússia, em Nagasaki, e Bulgária, em Wakayama. A equipe feminina também está à procura de novas sedes para as partidas do Grand Prix, em agosto.

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