FIVB limita número de jogadores estrangeiros nos clubes

Entidade espera criar oportunidades para os jogadores locais, além de evitar o monopólio dos grandes times

Agência Estado

12 de maio de 2008 | 14h54

A comissão executiva da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) aprovou nesta segunda-feira uma medida para limitar o número de atletas estrangeiros nos times. Segundo a nova regra, quatro dos seis atletas em quadra devem ser do mesmo país do clube. A fórmula conhecida como "4+2" foi considerada "uma decisão histórica na família do vôlei" pelo presidente da FIVB, Ruben Acosta. Com a iniciativa, a FIVB espera criar oportunidades para os jogadores locais nos clubes europeus e pretende ainda criar um obstáculo para que as equipes mais ricas detenham o monopólio dos melhores jogadores do mundo. Apesar da atual legislação trabalhista da União Européia considerar ilegal o impedimento da livre movimentação dos trabalhadores, Acosta prometeu lutar contra qualquer tentativa de interferência dos órgão europeus. Segundo Acosta, a nova regra não é ilegal porque não há limite para o número de estrangeiros contratados pelo clube, ela se aplicaria apenas durante o jogo. A regra "4+2" entrará em vigor somente na temporada 2010/11, mas será acompanhada de perto pela Fifa, que estuda implementar o sistema "6+5" no futebol. Joseph Blatter, presidente da Fifa, adiantou que a medida será debatida no congresso da entidade, entre os dias 29 e 30 de maio, em Sydney, na Austrália. 

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