Fuga de investidores gera crise no vôlei brasileiro

Cada vez mais popular no País, esporte passa por momento complicado após término da Superliga

Daniel Brito - Jornal da Tarde,

23 de abril de 2009 | 16h35

Na contramão de todas as conquistas e da popularidade em que o vôlei nacional se apoia, uma crise tomou conta da modalidade por causa da debandada de investidores. Quatro equipes deixaram de existir nos últimos dias: Finasa/Osasco (SP), Medley/Banespa (SP), Brasil Telecom (SP) - todas da Superliga feminina - e Ulbra/Suzano (SP) - que disputava a Superliga masculina.

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Os motivos da fuga de capital mudam conforme o endereço do time. No caso do Finasa, houve uma determinação do alto escalão do Bradesco - banco que é dono do patrocinador da equipe de Osasco - para a extinção do time profissional. A instituição bancária não explicou por que decidiu acabar com a equipe.

Em Brusque, cidade localizada 90 quilômetros ao norte de Florianópolis, houve mudança de foco no investimento. A empresa de telefonia Oi adquiriu a Brasil Telecom e optou por privilegiar esportes olímpicos individuais. "Nós lamentamos muito, mas precisamos mostrar que investir no vôlei é um bom negócio. A Brasil Telecom investiu por seis anos. O Finasa por 16 e colheu seus frutos", comenta Renan Dal Zotto, que comandou o projeto da equipe de Brusque.

Mais ao sul, em Canoas, a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) paralisou suas atividades esportivas - não só no vôlei masculino, mas também no basquete e no futsal - por causa de uma grave crise institucional. Os funcionários da universidade, inclusive os atletas, estão há dois meses sem receber salários.

Já o Banespa foi afetado pela crise financeira mundial. No meio do torneio, as jogadoras ficaram sem salários. Ainda hoje os dirigentes do clube reclamam dos repasses da Medley, que, por sua vez, diz ter pago todos os valores do contrato. Agora, clube e patrocinador não sabem se terão condições de participar da Superliga em 2010.

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