Reprodução/Instagram
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Gabi Cândido diz que síndrome do pânico a fez pedir dispensa da seleção de vôlei

Ponteira do Sesi revela problema de saúde e lamenta não poder defender o Brasil

Redação, Estadão Conteúdo

24 de abril de 2019 | 13h38

A ponteira Gabi Cândido, do Sesi-Bauru, time que caiu nas semifinais da Superliga Feminina, explicou nesta quarta-feira, em suas redes sociais, os motivos de sua dispensa da seleção brasileira de vôlei. A jogadora revelou que sofre de síndrome do pânico e tem "crises repentinas de ansiedade aguda, marcadas por muito medo e desespero".

Reportagem publicada pelo Estado nesta quarta-feira mostrou que os pedidos de dispensa de seis jogadoras (Thaísa, Dani Lins, Camila Brait, Tássia e Gabi Cândido e Adenízia) abriram uma crise na seleção brasileira feminina de vôlei. Fontes ligadas ao vôlei alegaram que algumas atletas não têm condições de suportar emocionalmente situações de cobrança.

Gabi usou a sua conta no Instagram para, em dois posts consecutivos, reafirmar o seu comprometimento com a seleção brasileira em todos os momentos de sua carreira. A ponteira lamentou as críticas que recebeu por deixar o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães em um ano com várias competições importantes às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 - Liga das Nações, Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), Sul-Americano, Pré-Olímpico e Copa do Mundo.

"Sirvo a seleção brasileira de base com muito orgulho desde 2012. NUNCA (e quem me conhece sabe e pode afirmar) deixei de dar todos os dias o melhor de mim. Sou imensamente grata ao Zé Roberto pelo reconhecimento do meu trabalho. Não devo satisfação a nenhum de vocês, mas já que vocês gostam tanto de nos julgar, por motivos que não cabem a vocês eu vou explicar resumidamente o porquê de eu não ter me apresentado. Tenho uma doença chamada síndrome do pânico; ou seja 'crises repentinas de ansiedade aguda, marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes' para que entendam melhor", explicou.

"Dói muito em mim ler comentários tão cruéis me chamando de covarde. De pessoas que nem se quer me conhecem ou sabem quem eu sou. Agradeço muito a Deus por estar melhor hoje e a minha família que me dá total apoio e conforto para que eu melhore cada dia mais. E para os cornerteiros de plantão, e pra quem me pergunta de coração aberto e quer o meu bem, é por isso que em 2019 peço dispensa da seleção", completou.

Gabi Cândido havia sido convocada na semana passada por Zé Roberto Guimarães para um primeiro período de treinamentos, que começou na última segunda-feira, no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ).  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Eu não queria ter esse tipo de doença. Não queria estar passando por isso, e queria MUITO que as pessoas antes de cuidarem da minha vida, procurassem saber o real motivo do meu pedido de dispensa. Dói muito em mim ler comentários tão cruéis me chamando de covarde. De pessoas que nem se quer me conhecem ou sabem quem eu sou. Agradeço muito a Deus por estar melhor hoje e a minha família que me dá total apoio e conforto para que eu melhore cada dia mais. E para os conerteiros de plantão, e pra quem me pergunta de coração aberto e quer o meu bem, é por isso que em 2019 peço dispensa da seleção. Por estar com problemas de saúde e necessitar de cuidados e o bem estar que somente a minha família me proporciona. Porque no momento, depois de uma longa temporada cansativa e com todos os objetivos do primeiro ano de SESI Bauru sendo alcançados, preciso descansar meu corpo e minha mente. As que estão ou se apresentarão, quero aplaudi-las de pé porque só quem tá lá sabe o quanto a barra é pesada. Desejo sorte a todas as meninas que terão a oportunidade se estar ali. Torcerei com todo o meu coração por cada uma delas. Coisa que vocês também deveriam fazer. Já existem muitas doenças, brigas, armas de fogo nos matando. Vamos nos ajudar, ao invés de apontar o dedo. Seja amor. Agregue. ✨❤️ Fiquem em paz agora e com Deus. . . Créditos texto: @lorenneteixeira obrigada miga

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