Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Gabi supera fase complicada e se torna peça forte no Mundial de vôlei

Ponteira está recuperada de cirurgia no joelho, em boa forma e pronta para ajudar a seleção, que vai atrás de título inédito

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2018 | 05h03

O Brasil estreia na madrugada de sábado no Mundial feminino de vôlei, no Japão, e um dos destaques da seleção é a ponteira Gabi, de 24 anos. Ela teve uma grave lesão na temporada passada, passou por cirurgia no joelho e teve de correr para se recuperar a tempo de ajudar a equipe. “O título mundial é muito sonhado, a gente tem pensado muito nisso e estamos fazendo uma boa preparação”, comentou a jogadora ao Estado.

O time feminino nunca venceu a competição. Tem dois ouros olímpicos, dezenas de outras conquistas, mas ainda falta o Mundial – bateu na trave em três ocasiões, com o vice-campeonato em 1994, 2006 e 2010, e garantiu apenas a medalha de bronze na última edição do torneio, realizada na Itália, em 2014. “A gente sabe a dificuldade que é vencer o Mundial, mas é nosso compromisso tentar boa apresentação”, diz Gabi.

Há um ano, Gabi sofreu grave lesão nos ligamentos e precisou ser submetida a uma cirurgia no joelho direito. Parecia o fim. Ficou um bom tempo longe das quadras e voltou a atuar apenas na reta final da Superliga. Agora, totalmente recuperada, ela sabe que pode ajudar a seleção se estiver bem fisicamente.

“Estou me sentindo cada dia melhor, principalmente no ritmo de jogo. Sou uma jogadora veloz, que tem muita explosão física, e ficou um pouco nítido nos outros campeonatos que estava com um déficit grande nesse sentido. Agora estou bem feliz, e o mais importante de tudo é acabar o treino e não sentir qualquer dor. Era isso que esperava para chegar ao Mundial 100%.”

Gabi conta que ela sentia muita dor quando saltava e isso a incomodava na quadra. “Não sou uma atleta alta e isso me limitava muito para saltar. Pela altura, preciso ser mais técnica e veloz”, explica a jogadora, que conseguiu dar a volta por cima e vive grande expectativa para a estreia no torneio, diante de Porto Rico, à 1h40 (horário de Brasília) de sábado.

O Brasil está no Grupo D do Mundial feminino de vôlei, que tem ainda República Dominicana, Sérvia, Casaquistão, Porto Rico e Quênia. As quatro seleções mais bem colocadas da chave avançam à próxima fase, só que os pontos conquistados nesta etapa inicial são levados adiante na competição.

 

 

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