Alexandre Arruda/CBV
Alexandre Arruda/CBV

'Ganhar tetra mundial seria fantástico', diz Bernardinho

Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei ressalta motivação para ganhar títulos

AE, Agência Estado

19 de maio de 2014 | 16h30

SAQUAREMA - Com uma trajetória de grande sucesso no comando da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho segue motivado a conquistar títulos pelo time nacional. Embora já tenha se sagrado campeão olímpico em 2004 e mundial em 2002, 2006 e 2010, além de ter conquistado uma série de outros feitos, o técnico espera conseguir fazer o Brasil engrenar rumo ao tetracampeonato do mundo neste ano.

Embora hoje a equipe nacional enfrente um processo de renovação, com a chegada de jovens mesclado aos medalhões da atual geração, o treinador acredita ser possível conquistar o Mundial que será realizado entre 30 de agosto e 21 de setembro, na Polônia.

O comandante, porém, admite que o Brasil entrará na Liga Mundial de 2014, marcada para começar na próxima sexta-feira, como uma seleção sem a carga de favoritismo que acompanhou por muito tempo a equipe que buscará o décimo título do País na história da competição. Em entrevista à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), publicada nesta segunda-feira, ele exibiu um discurso até certo ponto modesto ao projetar a participação do País no torneio.

"O nível de competitividade na Liga Mundial é muito grande, e estar no topo é algo muito importante. Nosso objetivo esse ano é conseguir uma consistência, brigar na Liga Mundial para estar bem na classificação, mas a meta principal é o Campeonato Mundial", afirmou Bernardinho, para em seguida enfatizar: "Conseguir o tetracampeonato mundial seria realmente algo fantástico. Conseguimos isso em 2002, 2006 e 2010. Se vier o título em 2014, vai ser muito bom".

E o fato de a Liga Mundial ser realizada em um novo formato neste ano, com uma disputa mais longa que irá durar quase dois meses, foi visto pelo treinador como positivo neste período de preparação que visa principalmente o Mundial.

"O período de treinamento esse ano foi muito curto e, mesmo que já estejamos com o campeonato em andamento, o grupo vai estar junto. É claro que temos as viagens e, por isso, não conseguimos ter o volume de trabalho de como se não estivéssemos jogando. Mas, de alguma maneira, a Liga mais longa permite um convívio maior, uma preparação melhor e isso vai nos dar uma condição de um tempo a mais juntos", disse.

A estreia do Brasil na Liga Mundial será contra a Itália, nesta sexta-feira, em Jaraguá do Sul (SC), onde no sábado o time nacional travará novo confronto com os italianos nesta primeira fase. Em seguida, nos dias 29 e 30 de maio, em Maringá, o rival dos brasileiros será a Polônia. E, fechando a série de confrontos no País, a equipe de Bernardinho depois pegará o Irã, em São Paulo, nos dias 6 e 7 de junho.

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