Giba é cobiçado por vários clubes, do Brasil e da Europa

Atleta, que se apresenta no domingo à seleção brasileira, é o mais valorizado e tem várias propostas

Heleni Felippe, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2008 | 15h36

O atacante Giba, da seleção brasileira masculina de vôlei, é o jogador de vôlei mais valorizado do mundo na temporada. Todos querem o atleta, que atualmente tem contrato de mais dois anos com o russo Iskra Odintsovo. Há clubes, até mesmo a Cimed (que oficializou proposta por e-mail), de Florianópolis, dispostos a pagar pela multa de rescisão. Enquanto seu empresário negocia, Giba cumpre compromissos publicitários e de marketing antes de se apresentar à seleção brasileira, domingo, em Saquarema. A seleção masculina de vôlei e a geração de Giba serão caçados pelos rivais na Olimpíada de Pequim, em agosto, quando o time entra em quadra para tentar o segundo ouro consecutivo - o Brasil foi campeão em Atenas/2004."Todo ano o Giba recebe até 12 propostas diferentes. Se minha mãe montar um time de vôlei hoje, quer o Giba e mais 11", exagera o agente Jorge Assef. Ele garante que Giba, de 31 anos, 1,93 m e 85 kg, estuda, "a sério", algumas boas ofertas, embora tenha contrato com o time de Odintsovo."O Giba tem cinco boas propostas, entre elas a da Cimed, de Santa Catarina. As outras quatro são internacionais", diz Assef, que não tem prazo para concluir as negociações. "Será bom se tudo estiver definido até o fim de maio."Assef não divulga o valor das propostas, mas lembra que Giba foi considerado o melhor jogador do mundo duas vezes e é valorizado pelo seu currículo: bicampeão mundial, campeão olímpico, seis vezes campeão da Liga Mundial. E pelo desempenho em quadra, onde aparece no ataque pelas pontas, pelo meio, deixando os adversários tontos. No ano passado, após cinco temporadas na Itália, Giba finalmente trocou o Cuneo pelo Odintsovo, admitindo que a proposta financeira era bem atraente. O vôlei russo já rondava Giba havia alguns anos.O momento é propício ao repatriamento de brasileiros, mas até agora isso só ocorreu com o levantador Marcelinho, do grego Panathinaikos para a Unisul/Joinville. O técnico Giovane Gavio, da Unisul, aponta os motivos. "Há a questão da limitação de estrangeiros que pode ser adotada nos clubes em todo o mundo. Os jogadores estão ficando mais velhos e querem voltar. O Real se valorizou. A Superliga teve grande exposição na mídia com novas regras e TV aberta, os clubes decidiram investir mais e os repatriados da seleção, que somam 7 pontos pelo ranking, voltam valendo zero", explica. A Unisul fez proposta para o líbero Escadinha, que tem contrato de um ano com o italiano Piacenza, mas ela foi coberta pelo Santander/São Bernardo.RESTRIÇÃOA Federação Internacional de Vôlei quer restringir a dois o número de estrangeiros em quadra, mas as novas regras só vão valer para a temporada de 2010/2011. Por enquanto, segue a permissão de três estrangeiros em quadra e um no banco para 2008/09, o que pode ajudar na permanência de André Heller e também do levantador Ricardinho no italiano Módena.

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