Giovane diz ser um jogador realizado

Com um saque na linha, Giovane, medalha de ouro em Barcelona/92, que foi reserva todo o Mundial de Giba e Nalbert, foi quem sacramentou a vitória da seleção brasileira, neste domingo, diante da Rússia, em Buenos Aires. "Sou o jogador mais realizado do mundo. Ganhei tudo o que um jogador pode querer ganhar." Depois do 15º ponto conquistado no quinto set, enquanto Giovane era abraçado ainda dentro da quadra pelo técnico Bernardinho, Nalbert, Ricardinho e Gustavo subiram na cadeira do juiz. Todos se abraçaram e muitos choraram de emoção. No vestiário começaram a sacar as máquinas fotográficas e as câmeras digitais para não perderem nenhum momento da festa. Os integrantes da comissão técnica pediam a todo momento para que os jornalistas e amigos tirassem fotos da equipe na quadra. No pódio, receberam chuva de papel picado azul e branco e fumaça verde e amarela. "É difícil falar agora. Fico pensando no que passamos antes de chegar nessa decisão. Merecíamos o título", observou o capitão Nalbert, maior pontuador da final, com 23 pontos. "Foi uma partida digna de uma decisão. Estou muito, mas muito feliz e não sei o que falar. Queria mandar um beijo para a minha família, que não pode estar aqui comigo", declarou Anderson, que entrou no primeiro e segundo sets e depois permaneceu até o fim. Ele foi decisivo também na semifinal contra a Iugoslávia. A melhor colocação brasileira até então era um segundo lugar, obtido há 20 anos, no mesmo ginásio: o Luna Park - também foi palco do tricampeonato da Copa América, no ano passado. Somente sete países subiram ao lugar mais alto do pódio no Mundial, competição nobre ao lado da Olimpíada: as extintas URSS (como Rússia, seria título inédito também) e Tchecoslováquia, Itália, Alemanha, Polônia e Estados Unidos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.