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Governo federal usa Lei de Incentivo para pagar teste da Rio-2016

Captação foi fechada no novo contrato da CBV com Banco do Brasil

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

10 de julho de 2015 | 18h05

Os gastos relacionados à realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio ganharam uma nova fonte de receita. Isso porque o segundo dos previstos 44 eventos-testes da Olimpíada, o do vôlei, será realizado com recursos captados via Lei de Incentivo ao Esporte. O Banco do Brasil vai pagar a conta da fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho, na semana que vem.

Diferente da maioria dos demais eventos-testes, o do vôlei não é organizado pelo Comitê Rio-2016 e sim pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) em parceria com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

A entidade nacional ainda se recupera de uma crise institucional e chegou a perder o patrocínio do Banco do Brasil, que paga cerca de R$ 70 milhões ao ano para a CBV. Quando o acordo foi retomado, foi acertado que parte desse valor passaria a ser transferido via Lei de Incentivo. Na prática, quem vai bancar o evento é o governo federal, por renúncia fiscal.

Em maio, a área técnica responsável do Ministério do Esporte aprovou que a CBV captasse R$ 2.715.384,42 até o fim de junho. Quando o prazo estava para vencer, no dia 29 de junho, o Banco do Brasil oficializou o patrocínio do valor integral. Mesmo assim, na última terça-feira a área técnica aprovou a extensão do prazo para captação até 31 de julho.

Se em 24 dos eventos-testes o Comitê Rio-2016 será responsável pela organização (e pelos custos), na fase final da Liga Mundial caberá ao órgão estritamente a operação da área de competição. Isso inclui os exames de doping, os eventos de entretenimento do público e a tecnologia de resultados, além da montagem da quadra propriamente dita.

"O evento é deles (da FIVB) e ocorre como consequência de todas as etapas anteriores da Liga. Portanto, a ingerência do Comitê é limitada. Nossa preocupação é aproveitar bem a oportunidade para treinar 23 funcionários de seis áreas diferentes da empresa, 41 parceiros e 35 voluntários, os quais inclusive passarão por uma visita detalhada pela instalação antes do torneio", comenta Luiz Augusto, gerente-geral de instalação do Complexo do Maracanã.

Além da fase final da Liga Mundial, outros 14 eventos serão organizados pela federação internacional. Em cinco competições o comando é compartilhado entre federação internacional e Comitê Rio-2016.

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