Marcio Rodrigues/MPIX
Gabi é um dos destaques do Rexona-Ades, do Rio  Marcio Rodrigues/MPIX

Inimigas íntimas se enfrentam na final da Superliga Feminina

Gabi desafia sua xará na final entre Osasco e Rio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2015 | 17h00

De cada lado da quadra haverá uma Gabi para tentar levar sua equipe à conquista da Superliga feminina de vôlei. Na decisão de hoje, às 10h, na Arena da Barra, no Rio, o Molico/Nestlé, de Osasco, tentará derrubar o favoritismo do Rexona-Ades. E contará com a força da “pequena” ponteira Gabi, que tem 1,73 m de altura, mas lida com a falta de tamanho para o vôlei moderno com muita impulsão e ótimo posicionamento. “Compenso no salto e tenho agilidade no fundo de quadra”, conta a atleta de 21 anos, um ano a mais que sua xará do time carioca.

Curiosamente, as duas têm Guimarães no sobrenome, mas a Gabriella do time Osasco tem um “L” a mais no nome. Tanta coincidência tem provocado confusão até com pessoas próximas. “Muitas vezes confundem a gente. Nós somos amigas e até conversamos sobre essa situação engraçada e damos risada das confusões”, diz Gabi.

Sua amiga do outro lado de rede também se diverte com a situação. “Nos conhecemos há algum tempo. Por termos nomes iguais, muitos amigos nos confundem. Me mandam mensagens achando que estão mandando para ela, vídeos... Marcam a gente em redes sociais achando que é a outra... E mesmo assim é muito legal”, conta.


A Gabi de Osasco chegou à seleção de base aos 14 anos e começou a jogar em Niterói, no Rio, por causa dos irmãos. Eles praticavam a modalidade e, como acompanhava alguns treinos, acabou sendo chamado para treinar, gostou e está até hoje no vôlei. Mas, por causa do tamanho, quase acabou mudando de função em quadra. “Já me falaram para trocar de posição, para ser líbero, e na seleção cheguei a jogar nessa função por um ano”, revela.

Mas ela tem conseguido superar as dificuldades com talento e foi fundamental para a classificação do Molico/Nestlé na semifinal contra o Sesi. Agora, vai para a primeira final como titular e terá a companhia de muitas pessoas de sua cidade natal. “A família toda vai ao jogo, as pessoas que eu gosto vão estar lá, as pessoas da escola, os amigos do vôlei. Será emocionante”, diz.

Do outro lado, Gabi vem fazendo uma temporada fantástica. Com 1,80 m de altura, ela também não pode ser considerada alta para o esporte, mas se tornou a maior pontuadora da competição com 414 pontos e um ótimo aproveitamento – na temporada passada, fez 255 pontos. A evolução dela tem chamado a atenção dos treinadores, que enxergam na menina uma versão feminina do craque Giba, que fez história no vôlei brasileiro.


“Sei que tenho muito a crescer. Quero me firmar na seleção, ser mais consistente em quadra e ter melhor saque”, explica, lembrando que não vê a hora de encontrar a amiga do outro lado da quadra. “Estou muito feliz de poder jogar uma final de Superliga contra ela. Apesar de ser baixa, ela é craque de bola, diferenciada, mas na hora do jogo não terá essa de amizade. Vou com tudo para ganhar e sei que ela também.”

Qualquer que seja o resultado, as duas mostram que o Brasil tem talentos para 2016. “É claro que eu sonho em disputar a Olimpíada. Imagina participar do tricampeonato no Maracanãzinho? Seria a realização dos meus sonhos”, conta Gabi, que torce para ter a companhia de sua amiga do time de Osasco. “Estou à disposição para 2016”, completa a outra Gabi.

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Duelo de levantadoras Fofão e Dani Lins pode decidir a Superliga

Disputa representa encontro de duas gerações

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2015 | 17h00

A decisão da Superliga será marcada por um duelo de levantadoras de duas gerações: Fofão, de 45 anos, líder do Rexona-Ades, e Dani Lins, 30 anos e titular da seleção brasileira. “O vôlei feminino sempre foi muito dependente das levantadoras. Pode ver que são poucas as campeãs da Superliga. Acho que a partida ganha com as duas em quadra”, afirma o técnico Luizomar de Moura, do Molico/Nestlé. Ele busca sua terceira conquista.

Dani Lins sabe que a rivalidade será colocada à prova na disputa, e espera que consiga fazer a diferença com seus levantamentos. “Nós levantadoras temos uma grande responsabilidade na partida. Somos o coração do time, e ao final sempre estamos desgastadas não só fisicamente, mas também psicologicamente. Jogar contra a Fofão será um espetáculo à parte. Ela tem um dom e a gente tenta se espelhar nela.”.

Fofão quer coroar sua vitoriosa carreira com o título da Superliga. Ela vai para sua última partida antes da aposentadoria como grande arma do Rexona-Ades e tem elogiado bastante sua adversária do time de Osasco, garantindo que ela pode ajudar a seleção por muito tempo. Dani Lins fica envaidecida. “Um elogio desses me dá um gás a mais. Mas cada ano é diferente, e quem estiver melhor vai jogar na seleção. Não posso diminuir o ritmo.”

A equipe paulista vai encontrar do outro lado um técnico especialista em conquistas: Bernardinho, que tem no currículo nove títulos pelo time do Rio de Janeiro. Ele também aposta no duelo de levantadoras como o diferencial para a final.

“Embora a Fofão, historicamente, seja a maior levantadora, a Dani Lins é hoje a melhor do Brasil. É mais jovem, titular na seleção brasileira e deu ao Osasco uma condição de chegada incrível.”

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