Jaqueline é suspensa por nove meses por doping na Itália

Atacante da seleção brasileira de vôlei não disputará a Copa do Mundo do Japão e vai recorrer

Heleni Felippe - Estadão,

04 de outubro de 2007 | 11h30

A ponta Jaqueline, jogadora da seleção brasileira de vôlei e do espanhol Murcia, foi suspensa por nove meses pelo Comitê Olímpico Italiano (Coni) por antidoping positivo para a substância proibida sibutramina, presente em remédios para emagrecer. Se a sentença for mantida - a ponta ainda será ouvida em audiência -, Jaqueline só voltará a jogar em abril e não poderá defender a seleção brasileira na Copa do Mundo do Japão, de 2 a 16 de novembro, seletiva para a Olimpíada de Pequim. Jaqueline, que está em Módena, na Itália, foi informada por ofício do Coni, da sentença proferida pelos procuradores do Departamento Antidoping Etore Torri e Fabio Filicano em que é suspensa por nove meses, a contar da data do exame, 10 de junho, quando ainda disputava o Campeonato Italiano pelo Monte Schiavo Jesi. Segundo o advogado Eugenio Gollini, Jaqueline ainda será chamada para uma audiência, em que confirmará sua defesa. "O juiz poderá repetir ou mudar a sentença dos procuradores", informou o agente Jorge Assef, que cuida da carreira da jogadora. Se confirmada a punição, Jaqueline ainda poderá recorrer. No início, Jaqueline pensou que a substância estaria no chá verde que tomou contra celulite. Depois, a defesa alegou que a atleta adquiriu no Brasil um remédio para queimar gordura, o CLA (Ácido linoléico conjugado), de um lote contaminado por sibutramina, substância encontrada em moderadores de apetite e proibida pela Agência Mundial Antidoping. Em junho, o Comitê Olímpico Brasileiro foi formalmente informado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre a suspensão das atividades da empresa Integralmédica S/A, fabricante do CLA, por contaminação de produtos. A jogadora não conversou com os jornalistas, mas seu agente disse que ela não esperava uma suspensão tão longa - já cumpriu três meses, porque está sem jogar desde junho. Não disputou os Jogos Pan-Americanos e nem o Sul-Americano com a seleção brasileira. "Ele estava muito chateada. Esperava uma pena de três meses, que aceitaria e voltaria a jogar. Ela não contava com uma pena longa", explicou o agente Assef. Jaqueline tem contrato com o Múrcia, mas não está recebendo salário por causa dessa situação. O agente conversou com o técnico do time espanhol, o brasileiro Paulo Cocco e conversaria com o presidente do clube. O técnico José Roberto Guimarães, da seleção brasileira, que está em Pesaro, na Itália, lamentou. "Embora a gente tenha tomado o cuidado de não colocar ela para jogar no Pan e no Sul-Americano, ela pegou nove meses. Ainda pode recorrer. Mas é uma pena porque eu esperava contar com ela para a Copa do Mundo." Zé Roberto disse que vai aguardar o recurso e torcer para que ela pegue uma pena mais branda. O técnico decide na próxima semana, da lista das 19 inscritas, as 12 jogadoras que levará para a Copa do Mundo.Atualizado às 18h02 para acréscimo de informações

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