Jaqueline se diz aliviada com redução de pena por doping

'Eu vi quem são as pessoas que estão do meu lado', desabafa a jogadora, que já treina com a seleção

Heleni Felippe, Estadão

19 de outubro de 2007 | 18h16

A atacante Jaqueline ficou aliviada nesta sexta-feira, após ouvir a sentença do Comitê Olímpico Italiano (Coni) para o seu caso de doping: três meses de suspensão, já cumpridos. A pena anterior, dada no dia 4 de outubro pelo Coni, de nove meses, foi reduzida e Jaqueline está livre para jogar.  Nesta sexta, a jogadora já se apresentou ao técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães. Seguiu de Roma, onde foi o julgamento, para Módena, de trem, e de lá foi levada de carro, pelo namorado Murilo (também jogador de vôlei) para Pesaro, onde a seleção treina para a Copa do Mundo do Japão, de 2 a 16 de novembro. Jaqueline foi julgada por antidoping positivo para a substância proibida sibutramina, presente em remédios para emagrecer. "Eu já esperava ficar livre porque não era culpada. Mas estou aliviada. estava há quatro meses sem jogar, apenas cuidando da preparação física. Não digo que vou esquecer o que aconteceu, mas quero seguir em frente", disse Jaqueline, por telefone, nesta sexta.  "Nem conversei direito com o Zé Roberto. Já tinha treinado com a seleção na quinta-feira, antes do julgamento. Mas agora a minha expectativa é disputar a Copa do Mundo. Estou com muita vontade de jogar", acrescentou. Jaqueline disse que sofreu muito nesses meses e aprendeu com o episódio. "Tirei várias lições e vi quem são as pessoas que estão do meu lado, em quem posso confiar."  A jogadora foi flagrada em um exame antidoping feito no dia 10 de junho, quando ainda disputava o Campeonato Italiano pelo Monte Schiavo Jesi. Foi informada sobre o doping nas vésperas do Pan-Americano do Rio, em julho, e cortada da seleção. No início, Jaqueline achou que o doping vinha de um chá verde, usado contra a celulite. Mas depois de investigar, sua defesa alegou que a substância sibutramina estava em um suplemento usado pela jogadora, o CLA (Ácido Linoléico Conjugado). "O juiz do Coni aceitou a defesa de doping involuntário. Ela tomava um remédio que não podia conter sibutramina, mas estava contaminado", alegou Jorge Assef, agente da jogadora.O técnico José Roberto Guimarães está com o grupo de 12 jogadoras em Pesaro, e terá de definir um corte antes de seguir para o Japão. O treinador brasileiro decide o grupo que disputa a Copa do Mundo até 1 de novembro.

Tudo o que sabemos sobre:
vôleiJaquelinedoping

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.