Jogador de vôlei que desertou Cuba diz que 'nada mudará'

Refugiado na Itália, Leonel Marshall afirma que saída de Fidel Castro do poder não será o 'fim de uma era'

Ansa

19 de fevereiro de 2008 | 16h04

O jogador de vôlei cubano Leonel Marshall, refugiado na Itália e atacante do M. Roma Volley (primeiro time na liga italiana, considerada a melhor do mundo), disse que a renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba "não será o fim de uma era". Veja também:Renúncia não retira caráter de mito, diz Lula Embargo dos EUA a Cuba continua sem Fidel Raúl Castro torna-se guardião da revolução Leia frases que marcaram os discursos de Fidel Artigo publicado no Granma (em português) A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   Fidel Castro: herói ou vilão?  Você acha que o regime em Cuba mudará? "Não muda nada, vai continuar tudo igual. Será sempre Fidel a guiar o país", foram as palavras do famoso jogador cubano que, em dezembro de 2001, deserdou a equipe nacional de vôlei de Cuba durante sua estadia na Bélgica.Em Roma existe um número considerável de "fugitivos" de Cuba, quatro no total. Marshall, jogador de ponta, foi à Itália com seu companheiro de esporte Yasser Romero e ambos receberam penalizações, agora já cumpridas.Além de Marshall e Romero, estão na capital italiana os cubanos Raidel Poey Romero e Yasser Portuondo. Os dois jogadores também abandonaram a equipe nacional, em maio do ano passado, aproveitando a ocasião de uma viagem até a Bulgária, quando recuperaram seus passaportes em poder do técnico e conseguiram um carro para escapar.Contudo, ainda não podem jogar e esperam a decisão da Federação Internacional de Vôlei, para então saber se sofrerão sanções, como aconteceu com Leonel Marshall. A "colônia" cubana em Roma termina com Osvaldo Hernandéz, que agora já virou cidadão italiano.

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