Liga Mundial poderá ter novo formato na próxima temporada

A partir do ano que vem, competição poderá contar com 18 seleções, duas a mais do que o modelo atual

Daniel Brito, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2008 | 15h32

A próxima edição da Liga Mundial, no primeiro semestre de 2009, pode ser diferente. A informação foi confirmada por Wei Jizhong, que assumirá a presidência da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) em agosto, em entrevista coletiva no Maracanãzinho, neste sábado.   A partir da próxima temporada, a competição pode contar com a participação de 18 seleções, divididas em três grupos de seis. "A quantidade de federações nacionais que aguarda para disputar a Liga Mundial é cada vez maior. Por isso, queremos aumentá-la", jutisificou Jizhong.   O atual formato, com 16 times na primeira fase distribuídos em quatro grupos, estava em vigor havia sete anos. Em 2004 e 2005, contudo, apenas nove equipes disputaram. A mudança deve ser colocada em votação em setembro, na próxima reunião da FIVB com os afiliados, em local a ser confirmado.   Esta será apenas uma das mudanças que o chinês pretende implementar quando sentar no trono que foi do mexicano Rubén Acosta nos últimos 24 anos. A entidade que organiza a modalidade no planeta teve, apenas, dois presidentes. Antes do latino-americano, o francês Paul Libaud reinou absoluto na federação por mais de três décadas.   Jizhong quer diminuir o tempo da partida. Ele acredita que o período em que a bola bate no chão da quadra até um novo saque é muito longo.   "Realmente, existe gordura para queimar. Basta acabar com a papagaiada dos árbitros durante as substituições", concordou Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). "Perdemos cinco minutos por set em cada alteração", acrescentou o futuro presidente da FIVB.   Outra iniciativa do chinês é tornar os ralis mais freqüentes nas partidas. Para tanto, sugere a utilização de uma nova bola, com menos pressão, para diminuir o impacto no defensor. Antes mesmo de ser aprovada pelos integrantes da FIVB, já há resistência à mudança. "Tem que ver como vai ficar para os jogadores, porque vai ser mais fácil lesionar o ombro", alertou Giba.   O presidente da federação internacional confirmou que o Japão foi notificado da multa de US$ 100 mil por ter trazido um time misto à fase final da Liga, mas que terá direito de se defender em setembro, na próxima reunião da entidade.   Por último, Jizhong e Cristóbal Marte Hoffiz, da Federação de Vôlei das américas do Norte e Central e Caribe, disseram que as instalações do vôlei no Rio de Janeiro (Maracanãzinho e Copacabana, para o vôlei de praia) estão em condições de receber os Jogos Olímpicos de 2016, que o Rio pretende sediar. "Mas é necessário um trabalho de manutenção em ambos os locais até os Jogos", preveniu Hoffiz.

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