João Pires / Fotojump
João Pires / Fotojump

'Meu objetivo é sempre ser melhor que antes', diz Destinee Hooker

Oposta americana volta ao Osasco depois de seis anos e espera conseguir aplicar sua experiência ao time

Entrevista com

Destinee Hooker

Luis Filipe Santos, O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2018 | 05h00

Uma das estrelas do vôlei mundial, Destinee Hooker está de volta a Osasco. O retorno animou os torcedores, pois a oposta chega como esperança do time de conquistar o título da Superliga após seis temporadas. Ela jogou no Osasco em 2011/2012 e voltou ao Brasil em 2017 para atuar pelo Minas. Agora, retornou à região metropolitana de São Paulo.

Em entrevista ao Estado, a atleta, medalha de prata com a seleção americana na Olimpíada de 2012, eleita a melhor de sua posição no torneio daquele ano e jogadora mais valiosa do Grand Prix de 2011, além de ter sido escolhida a melhor da posição na temporada passada no Brasil, comenta o que espera nesse retorno.

Que mudanças você vê na sua forma de jogar desde sua primeira passagem pelo Osasco?

Estou mais velha. Tinha 23, 24 anos na última vez que joguei aqui e tenho 31 hoje. Tenho mais experiência no aspecto visual, ao olhar o time na quadra, o que está me rodeando. Estou melhor em coisas assim.

Você estabeleceu objetivos pessoais para esta temporada?

Ser melhor do que estava antes. No ano passado estava pesando 85 quilos e agora estou com 72. Então, tenho esperança de estar pulando melhor, jogando melhor. De maneira geral, eu estou em uma forma melhor. Acho que no ano passado eu estava pesada demais.

Quais times considera como os rivais mais difíceis na Superliga?

Todos são muito difíceis. Os times têm pontos fortes diferentes, assim como cada um tem seus pontos fracos. Vamos esperar alguns jogos para ver quais são as melhores equipes e quais são as mais desafiadoras. No momento, com a Superliga começando, todos estão iguais na minha opinião.

O Osasco não vence a Superliga desde 2012. Você vê uma pressão extra no time por causa do tempo sem vencer o título?

Não, acho que tenha pressão. Temos que jogar de acordo com nossas expectativas. Acho que o Osasco tem um time realmente muito bom, esteve nas finais todos os anos desde que saí, o que mostra que definitivamente é um time grande, mas acabou não dando certo no final. O time está focado em vencer as partidas para voltar a ser campeão.

Pode falar sobre o Luizomar, seu treinador?

Ele é um grande técnico, que dá muito apoio, sabe escutar e entender. Gosto do fato de ele ser como um pai. Ele conhece as dificuldades de um atleta profissional. Acho que, quando você está jogando em um nível profissional, é necessário ter alguém que consiga compreender bem você.

A Tiffanny fez grande jogo na final do Paulista. O que acha sobre a participação de uma jogadora trans em uma liga profissional?

Ela é o que ela é. Aparentemente, cumpre os requisitos necessários para estar na liga, caso contrário ela não estaria jogando. Acho que ela tem direito igual de jogar na Superliga e, se está tendo um desempenho tão bom, não deveria ser um problema. Eu não julgo ninguém. Se ela está jogando, é o que quer e está aproveitando. Os torcedores estão amando. Não sou a favor ou contra, ela é uma boa amiga e acho que isso é ótimo para ela.

O que você espera que o Osasco alcance nesta temporada?

Nós esperamos vencer o campeonato, mas, como time, estamos apenas pensando jogo por jogo, praticando juntas e trabalhando nas falhas que temos.

Você tem expectativa de voltar à seleção dos Estados Unidos?

Eu realmente não sei, minha maior preocupação é com o Osasco neste momento.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.