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'Mudou meu nível', diz Paulo Coco sobre comandar o time feminino de vôlei Praia Clube

À frente da equipe de Uberlândia desde a temporada 2017/2018, o técnico comenta como o time e sua estrutura fizeram com que ele desse um salto na carreira

Paulo Chacon, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2022 | 10h00

Treinar o time a ser batido no vôlei brasileiro. Essa é a função de Paulo Coco na temporada. Aos 51 anos, o treinador comanda o Praia Clube, de Uberlândia, e lidera a Superliga feminina, o campeonato nacional da modalidade, com apenas duas derrotas na competição até o momento.

Ocupando o cargo de treinador da equipe mineira desde a temporada 2017/2018, Paulo Coco sabe o tamanho da importância do trabalho no Praia Clube para a sua carreira como técnico, vislumbrando dar passos mais largos. Mesmo tendo chegado ao clube já com uma trajetória em outros times como técnico, Coco vê o período em Uberlândia de maneira especial.

"Com certeza, mudou o meu nível como técnico. O Praia Clube me possibilita entrar em todas as competições com a possibilidade de conquistar o título, graças aos elencos, a estrutura e a todo o suporte oferecido. Todos os títulos que conquistamos neste período fazem com que eu tenha uma exposição maior. Sou muito grato ao clube por ter essa oportunidade". 

COM O NOME NA HISTÓRIA

Em sua quinta temporada no comando da equipe do Praia Clube, Paulo já tem seu nome na história do time de Uberlândia. Isso porque ele já festejou com seus atletas as principais conquistas do vôlei brasileiro. 

"O projeto do Praia foi feito por etapas. O time soube respeitar o processo e conquistou a Superliga feminina pela primeira vez em 2017/2018, que foi a minha primeira temporada aqui também. Em 2021, o time venceu o Sul-Americano, seu primeiro título internacional da história, e estar vivendo este momento é especial". 

Na temporada continental, após três competições finalizadas e com a Superliga feminina em andamento, o Praia Clube tem quase 30 jogos e apenas duas derrotas. "Conseguimos mesclar um grupo bom, com jogadoras experientes e de renome internacional, jovens com muita força e ambição e todas estão buscando o mesmo objetivo. Isso alinhado com o entendimento rápido de toda a equipe ao que a comissão queria está dando esse resultado". 

RELAÇÃO COM A SELEÇÃO

Além da trajetória como técnico, Paulo Coco é auxiliar na seleção brasileira feminina desde 2003. Ao lado de José Roberto Guimarães, ele colocou o Brasil no topo do mundo olímpico duas vezes, em 2008 e 2012, e foi prata na Olimpíada de Tóquio em 2020, disputada em 2021 por causa da pandemia.

"São funções diferentes e eu tenho isso muito claro na minha cabeça. No Praia Clube, a decisão e escolha do caminho a ser seguido são minhas. Na seleção, eu preciso facilitar o trabalho do Zé Roberto, seja com vídeo, análise, estudo, o que for. Para esse ano a gente precisa esperar o fim das competições de clubes, e isso deve ditar o ritmo de treinos e da preparação da seleção para os desafios da temporada".

Para 2022, a seleção brasileira tem como grande desafio o Mundial, que será realizado entre os dias 23 de setembro e 15 de outubro na Holanda e Polônia. Isso se a Guerra na Ucrânia permitir. A Polônia tem sido um país que dá abrigo aos ucranianos que fogem das bombas russas. Apesar de todas as conquistas olímpicas, o Brasil nunca conquistou a medalha de ouro em um Campeonato Mundial de vôlei feminino. Esse é outro desafio de Coco. 

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