Alexandre Arruda/CBV
Alexandre Arruda/CBV

Murilo admite incômodo com a falta de títulos da seleção masculina de vôlei

Seleção comanadada por Bernardinho não ganha títulos expressivos há quatro anos

AE, Agência Estado

20 de maio de 2014 | 17h17

RIO - No vôlei masculino, o Brasil é o atual campeão mundial, vice-campeão olímpico e vice da Liga Mundial. Mas todos na seleção estão incomodados. Afinal, lá se vão quatro anos sem que a seleção comandada por Bernardinho tenha conquistado um título de expressão. O jejum precisa ser encerrado este ano, quando o time vai atrás do tetracampeonato mundial consecutivo, algo inédito.

Antes do Mundial da Polônia, que começa em 30 de agosto, o Brasil tem um teste importante: a Liga Mundial, torneio do qual a seleção é a maior campeã, com nove títulos, mas que não vence desde 2010. De lá para cá, foi duas vezes vice, em 2011 e 2013.

"A verdade é que nós ficamos mal acostumados com tantos títulos. O Brasil dominou a Liga Mundial durante um longo período e, agora, há três anos sem ganhar, isso muda um pouco. Em primeiro lugar, nós nos cobramos. A cada ano, todos os times se perguntavam se o Brasil viria forte de novo e isso se confirmava. Agora, esse ano de 2014 é importante para voltarmos a vencer", comenta o capitão Murilo.

O jogador está de volta à seleção este ano. Craque do último Mundial, ele ficou um ano afastado para passar por uma cirurgia no ombro e agora retorna numa nova fase. Ao lado de Jaqueline, da seleção feminina, ele se tornou pai pela primeira vez. Mesmo com bebê pequeno, teve que se apresentar a Bernardinho no CT do vôlei, em Saquarema (RJ), mas o casal ganhou um benefício.

"O fato do Arthur ter ficado conosco em Saquarema foi muito importante para mim e para a Jaque, já que, assim, não ficamos tão preocupados. Claro que respeitamos os horários de treino e de descanso, mas dava para ficar com ele sempre. Depois do nascimento do Arthur, me sinto mais maduro e senti também que mudou um pouco o modo como os jogadores me veem. É mais ou menos como eu via os jogadores de 2004. A maioria tinha filhos que vinham para cá e eu os via de um modo diferente. Agora, eu sou pai e acredito que essa garotada de agora me vê menos como Murilo e mais como pai do Arthur", diz ele.

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