Nalbert elogia defesa brasileira

Não são apenas os treinadores do Brasil e os fãs do vôlei que estão empolgados com o ressurgimento da seleção brasileira masculina de vôlei. Os atletas que voltaram com o título da Liga Mundial estão eufóricos e confiantes. "É apenas o início de um trabalho", falou o meio-de-rede Henrique. "Confio nessa comissão técnica", completou o levantador Maurício. O capitão da seleção, Nalbert, foi quem melhor explicou a mudança na equipe com a entrada da nova comissão técnica. "O time era um quando estávamos vencendo e outro quando perdíamos. Hoje conseguimos manter um padrão de jogo e concentração em qualquer circunstância", disse. "Tecnicamente, o Brasil está muito melhor defensivamente", considera o jogador. O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, explica que não há segredo. "Tem que ter o lado operário e o talento juntos." Observou que o sucesso é construído a cada dia, nos treinos. "Nosso divã é a quadra e a sala de musculação. Não tem segredo. Tudo é trabalho." No entanto, Bernardinho fez uma ressalva no aspecto técnico: o time precisa melhorar o nível de acerto do saque, fundamento principal do vôlei moderno. "Acho até que nos torneios disputados pelos clubes o saque poderia ser mais forçado, porque estamos aquém do nível internacional." Festa - O líbero Escadinha - que estreou na seleção ao lado de André Nascimento, Henrique, Anderson e Bernardo Rezende, o Bernardinho - foi o mais festejado no aeroporto. "Já me escalaram para eu comprar uma caixa de tubaina para a galera." Nascido em Pirituba, na capital, o jogador contou com o apoio de dezenas de amigos, que madrugaram para recebê-lo. "Somos vizinhos e todos amigos de infância. Sempre acompanhamos a carreira dele nos clubes", disse Ipojucan.

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