Alexandre Arruda/Divulgação
Alexandre Arruda/Divulgação

Natália passa por nova cirurgia e continua longe da seleção de vôlei

Ponteira será operada nesta terça para retirar um tumor benigno da canela esquerda

AE, Agência Estado

19 de dezembro de 2011 | 13h14

SÃO PAULO - Reforço da Unilever para a temporada 2011/2012, a ponteira Natália precisará passar por uma nova cirurgia para retirar um tumor benigno da canela esquerda. A operação, marcada para esta terça, manterá a jogadora afastada da seleção brasileira e adiará mais uma vez sua estreia com a camisa da equipe carioca na atual edição da Superliga feminina de vôlei.

Natália já havia sido operada em junho pelo mesmo motivo e ainda estava em período de recuperação. Ela fazia um treino específico quando voltou a sentir dores na canela e descobriu a recidiva do tumor, que deverá reduzir suas chances de disputar os Jogos Olímpicos de Londres.

"A Natália fez a ressecção do tumor em junho, quando servia a seleção brasileira. Passou por todo o procedimento, como manda o figurino, e deu tudo certo. Ela vinha se recuperando bem. Mas o tumor acabou voltando, uma recidiva, como costumamos dizer", explicou o médico Ney Pecegueiro.

"É um tumor benigno local, que causa dor. Depois da cirurgia, ele voltou pequenininho e decidimos esperar pela cicatrização natural. Mas, à medida que ela foi intensificando o treinamento, a dor aumentou muito e preferimos poupá-la. Fizemos uma série de exames e constatamos a necessidade da operação", afirmou Pecegueiro, médico da Unilever.

A nova cirurgia deverá deixar Natália mais três meses afastada das quadras. "Mas isso não significa que ela ficará três meses parada e só depois voltará aos treinos. Ela ficará com a perna em repouso, mas poderá fazer um trabalho com os braços, os ombros, ter contato com a bola. Vamos dosar os treinos de acordo com a cicatrização", avisou o especialista.

Ainda ansiosa por sua estreia, Natália não mostrou desânimo pela nova operação. "Fiquei muito chateada nos dois primeiros dias, depois que soube que teria de operar novamente. Mas agora, depois de conversar com o Ney, estou bem otimista. Ele me disse que a chance de cura é de 100%", declarou a atleta, que ganhou o apoio do técnico Bernardinho.

"Agora o que está em jogo é a sua integridade física, sua recuperação. Fico triste porque estávamos havia anos tentando trazê-la para o time e ela sempre demonstrou vontade de jogar na Unilever", afirmou o treinador. "Será uma perda significativa, importante, para o time na temporada. Infelizmente, ela não teve condições de fazer nenhum jogo ainda pela Unilever. Uma pena".

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