Navajas leva Venezuela à Olimpíada, mas não poupa críticas

Técnico tricampeão da Superliga com o Suzano, diz que jogadores venezuelanos eram indisciplinados

10 de janeiro de 2008 | 15h58

Após um período comandando equipes de menor expressão no vôlei brasileiro, o técnico Ricardo Navajas, tricampeão da Super Liga Masculina com o Suzano, voltou a brilhar como o técnico que levou a seleção da Venezuela aos Jogos Olímpicos de Pequim.  Veja também: Ouça a entrevista completa de Ricardo Navajas à Flávio Perez, da Eldorado AM Na segunda-feira, a Venezuela bateu a Argentina por 3 sets a 1 no pelo torneio qualificatório da América do Sul. "Precisei mudar toda a filosofia de trabalho na Venezuela, que seguia uma linha cubana focada mais no ataque, sem se preocupar com a defesa e com o saque. Mas quando consegui embutir na cabeça deles que a parte tática é importante, os resultados começaram a acontecer", contou Navajas. Com fama de disciplinador, mesmo com a vaga assegurada, o técnico brasileiro não poupou críticas a seus comandados, que segundo ele são "indisciplinados na vida pessoal e profissional". "Eles não gostam de treinar, mas essa era minha única chance de ir a uma Olimpíada e eu deixei bem claros para eles que quem não estivesse disposto, estava fora do grupo. Mas tive o apoio de alguns atletas", afirmou.   De acordo com o treinador, a federação venezuelana também dificultou muito o seu trabalho, resistindo às mudanças de filosofia de trabalho. "Mas tive sorte dos jogadores atuarem na Europa, foi com a ajuda deles que eu consegui mudar as coisas lá", concluiu.

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