FIVB/Divulgação
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Para o vôlei feminino do Brasil, 2019 é um ano para ser esquecido

Time de José Roberto Guimarães passa por dificuldades em quadra, falta de opções de novas jogadoras e desperta desconfiança para 2020

Bruno Voloch, Especial, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 15h50

Este ano foi muito ruim para o vôlei feminino do Brasil. A modalidade começou a temporada mergulhada numa crise na seleção e em uma série de pedidos de dispensa, algo inédito desde que o técnico José Roberto Guimarães assumiu o cargo. A renovação tão comentada e exigida não aconteceu como deveria. E nem dá para responsabilizar apenas o treinador. Falta qualidade na base e hoje não existe material humano que possa ser aproveitado na equipe.

Macris virou realidade e foi a única que confirmou as expectativas do ano. Isso, ao menos, foi positivo. O Brasil, infelizmente, parou no tempo e amargou mais um ano de inaceitável jejum. Não ganhou nada, exceção do Sul-Americano jogando contra "ninguém", times fracos.

Passamos vergonha no Pan de Lima caindo diante da Colômbia e voltando do Peru sem nada na bagagem. O Brasil perdeu duas vezes seguidas para a Argentina. E como não poderia deixar de ser, a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio veio no limite, com uma vitória por 3 a 2 contra a República Dominicana.

O vice na VNL não apaga a frustração e a confirmação da má fase que viria no Japão meses depois com a seleção passando longe do pódio. As perspectivas também são ruins para 2020. E isso pode custar ainda mais caro. A falta de comprometimento da atual geração obrigou José Roberto Guimarães a mudar completamente os planos e apelar para os retornos gradativos das jogadoras veteranas, casos de Fabiana e Sheilla. Elas retornamaram para a seleção nesta temporada. Linha que deverá ser seguida com a chegada de Thaísa, o que não serve como garantia, mas dá qualidade e impõe respeito diante dos adversários.

Com elas em quadra e mais Gabizinha, Natália e Tandara em forma, tarefa árdua para a comissão, José Roberto Guimarães pode se despedir do cargo de maneira digna em Tóquio 2020. A base da Rio-2016 é a única alternativa que resta nesse momento ao vôlei feminino.

 

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