Paula Pequeno se emociona no reencontro com a seleção

Há um ano longe da seleção feminina de vôlei, por conta de uma contusão no pé direito e o nascimento da filha Mel, a atacante de ponta Paula Pequeno se surpreendeu com a convocação para defender a equipe no Campeonato Mundial, que será realizado de 31 de outubro a 16 de novembro, no Japão. O motivo do espanto: o time está em ascensão - conquistou recentemente o hexacampeonato do Grand Prix - e ela ainda tem de superar a falta de ritmo de jogo e a má forma física em relação às demais companheiras. ?Quando ele (o técnico José Roberto Guimarães) me ligou para dar a boa notícia, tive um ataque epilético de tanta felicidade?, exagerou Paula Pequeno, após o treino realizado nesta quinta-feira de manhã no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em Saquarema (Região dos Lagos). No reencontro com a rotina da profissão, o maior desafio da ponteira é amenizar a saudade da filha Mel, de três meses. Ela admite que, às vezes, ?a cabeça fica longe? e que o único jeito é evitar pensar no assunto. ?A dor da saudade é física. É muito duro suportar essa distância, mas sei que tudo que eu fizer de bom, vai refletir na vida dela?, disse Paula, emocionada. Eleita a melhor jogadora do Grand Prix de 2005, a atacante tem a exata noção de sua importância para o grupo e do seu poder de superação nos momentos adversos. ?Gosto de desafios. Vou sempre achar que sou capaz de lutar por uma vaga no time e me sinto orgulhosa com a convocação. As meninas me receberam bem e o técnico reconheceu o meu esforço. Estou munida de motivação." A seleção conta atualmente com 13 atletas treinando em Saquarema, após a chegada de Paula Pequeno. Como somente 12 podem ser inscritas no Mundial, o treinador José Roberto Guimarães terá que cortar uma. O problema é definir quem sairá. ?Nem quero entrar no mérito da questão?, disse a ponteira. Ciente de que causará a decepção de alguém, Guimarães definiu com uma frase a sua situação. ?É a pior tarefa?. Sobre Paula, o técnico afirmou que ela precisa ganhar ritmo de jogo e força física, mas deu a entender que não a dispensará. ?Ela atua numa posição carente de qualidade. Dá equilíbrio no passe e ajuda no bloqueio. A gente não tem no Brasil uma ponteira como ela?, elogiou.

Agencia Estado,

21 Setembro 2006 | 18h07

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.